A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/10/2019

Na obra, “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea brasileira é o oposto do que o autor prega, uma vez que a vida financeira do cidadão apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, cabe analizar a raiz e o fruto dessa problemática, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

De fato, as escolas, como formadoras de opinião,  tem um papel importante no combate às problemáticas sociais, já que a população necessita adquirir o conhecimento para que possa agir de modo coeso. Porém, essas instituições não oferecem educação financeira aos cidadãos,  o que demonstra existência de falhas na administração estatal por meio do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Nesse contexto, Johann Goethe já afirmava que a maior necessidade de um Estado é a de governantes corajosos, e o pensamento do autor exemplifica bem a importânciado Governo para desenvolver políticas públicas, a fim de diminuir os impasses na sociedade.

Por conseguinte,  a população encontra inúmeras dificuldades em vários âmbitos de suas vidas. Um exemplo disso é o crescimento do número de pessoas com seu CPF negativado. Haja vista que,  segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito, mais de dois milhões de pessoas tornaram-se inadimplentes no ano de 2018. Essa conjuntura, de acordo com o poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, configura-se como uma pedra no desenvolvimento do homem. Dessa forma, inevitavelmente, o Estado deve cumprir sua função de garantir aos cidadãos o direito à educação de qualidade, para mitigar os casos de endividamento da sociedade.

É evidente, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço do endividamento.  Dessarte, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por meio do MEC, será revertido em aulas, ministradas por meio de professores de Filosofia e Sociologia, as quais devem dar enfoque às problemáticas devido má gestão financeira, com fito de que o cidadão seja capaz de administrar de modo coeso seus capitais. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo,  o impacto nocivo da falta de educação financeira, e a coletividade alcançará a Utopia de Thomas More.