A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 21/10/2019
Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, publicada em 1948, todo indivíduo tem direito ao bem-estar. No entanto, uma parcela da população brasileira não está usufruindo desse direito na prática, uma vez que, até abril de 2019, segundo o site uol, aproximadamente 40% da população adulta brasileira encontrava-se com o Cadastro de Pessoa Física negativado, comprometendo, portanto, sua qualidade de vida. Desse modo, é importante analisar os fatores que contribuem com essa problemática.
Em primeira análise, é válido destacar que raras são as pessoas que possuem conhecimento financeiro básico para viver bem no sistema econômico predominante no mundo, o capitalismo. Nesse sentido, atrelado ao desenvolvimento das tecnologias de informação, o aumento de ofertas e facilidades em adquirir os mais diversos produtos ocasiona um consumo desenfreado que, na maioria das vezes, é realizado em excesso e sem um planejamento adequado, corroborando com o aumento das dívidas mensais e, consequentemente, com a inadimplência. Diante disso, a educação financeira é uma excelente ferramenta, uma vez que proporciona ao indivíduo optar por escolhas conscientes, além de evitar que transtornos mentais, como por exemplo, a ansiedade e o estresse, sejam causados e comprometam a qualidade de vida do cidadão.
Outrossim, segundo o filósofo Sêneca a educação exige maiores cuidados, pois influi sobre a vida toda. No entanto, o Estado não proporciona para a população um sistema educandário de qualidade e, com isso, as pessoas não conseguem desenvolver capacidades e habilidades fundamentais para o aprimoramento do senso crítico. Nesse contexto, a má formação contribui para que os indivíduos se tornem mais vulneráveis e tenham dificuldade em analisar com eficiência os riscos causados por uma escolha sem a devida criticidade. Logo, por meio de uma boa orientação o cidadão poderá optar por uma alternativa que lhe trará benefícios e que não comprometa o seu futuro financeiro.
Portanto, é necessário que medidas sejam realizadas com o objetivo de atenuar a problemática. Para isso cabe ao Ministério da Educação, implementar no currículo escolar do ensino fundamental e médio, conteúdos que promovam a educação financeira aos alunos, por meio da integração de diversas disciplinas como história, matemática e sociologia, por meio de situações problemas atreladas ao cotidiano, que possam promover o debate em grupo e a resolutividade eficaz do problema abordado. Dessa maneira, educar sob o olhar da educação financeira contribuirá para a formação de cidadãos com mais autonomia e criticidade, além de que a sociedade poderá se adequar de forma satisfatória aos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos.