A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 20/10/2019

A população brasileira possui um histórico de descaso com a educação financeira, passando por períodos de hiperinflação, entre 1980 e 1990, fase final do regime ditatorial e início da redemocratização, e durante o confisco das poupanças no início do governo Collor. Ou seja, as últimas décadas do século 20 foram danosas à vida financeira do cidadão no Brasil e, também, responsáveis pela desconfiança em relação às entidades financeiras e ao governo.

Primeiramente, o milagre econômico, ocorrido no governo Médici, causou grande aumento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, porém os avanços desse período deram-se através de financiamento concedido por instituições financeiras estrangeiras. Os juros do financiamento do milagre econômico e a crise mundial do petróleo impactaram a economia nacional, causando a hiperinflação, assim, por causa dela, a população viu-se obrigada a gastar todo seu dinheiro, antes de ele fosse desvalorizado.

Em um segundo momento, o então presidente, Fernando Collor, como primeiro ato de seu governo, instaurou o confisco às poupanças que recebessem depósitos acima de cinquenta mil cruzados novos, tal ato foi recebido com espanto pela população, já que aconteceu no dia seguinte à posse do presidente. Esses dois acontecimentos na história recente deixaram o povo com receio de fazer investimentos e criaram a mentalidade de que o dinheiro deve ser gasto antes que sofra desvalorização.

Portanto, faz-se necessária a criação de projetos que mudem o pensamento da nação. Como os projetos de educação ambiental, a educação financeira deve ser introduzida para crianças, em iniciativas extracurriculares que ensinem economia doméstica e como o dinheiro deve ser tratado no dia a dia, devem ser feitas como uma parceria entre prefeituras e governos estaduais, umas vez que são os responsáveis pela educação básica no Brasil.