A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 20/10/2019

“O medo cíclico do dinheiro”

O ciclo do ouro, ocorrido no século XVIII, no estado de Minas Gerais, foi um grande marco para a história do país, pois mostrava um pouco mais da riqueza aqui encontrada. Entretanto, desde este período, a maior parte do povo não tem acesso aos lucros que movem a economia nacional, e, por conseguinte, não são tão instruídos no que tange o cenário econômico. Por isso, ainda hoje, há um  expressivo número de indivíduos que terminam por se inserir nos variados casos de dívidas e inadimplências, e que assim como não sabem como iniciaram o problema, também não imaginam como sair dele.

É indubitável que, uma grande camada da população não sabe lidar com o próprio dinheiro, e que isso acaba por ocasionar um alto indicador de devedores brasileiros. Todavia, além disso, há a questão do trabalho não ser tão valorizado, tanto por empregados, quanto por quem emprega. Afinal, o lucro do trabalhador provém da sua própria força de trabalho - se o seu esforço não é reconhecido por si, e por toda a comunidade que o cerca, seu poder aquisitivo passa a não ser visto da maneira correta. Com isso, aqueles que não sabem a importância do que têm em mãos, acabam por utilizar as economias de maneira imprudente.

Hodiernamente, com a grande atuação da internet na vida cotidiana, as informações quanto ao funcionamento do mercado financeiro poderiam ser facilmente alcançadas pelos internautas. Contudo, o maior impasse envolvendo a temática monetária, está no aparente medo da sociedade quanto ao assunto. Por parecer algo complexo demais, muitos brasileiros fogem da pauta - quando o contrário deveria ser feito, já que, segundo uma análise realizada pelo Banco Mundial, um projeto-piloto de educação financeira instaurado em algumas escolas brasileiras, veio a tornar as crianças mais conscientes quanto as próprias finanças.

Desse modo, algumas medidas precisam ser tomadas, para a resolução da problemática. Além da efetiva inserção do ensino de educação financeira na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o Ministério da Educação, juntamente do setor privado (empresas bancárias), deve ministrar palestras gratuitas nas redes públicas de ensino à população que já saiu da escola, e em horários paralelos aos do funcionamento estudantil, pare que todos possam ter acesso ao assunto abordado. Com isso, todos os setores acabam por sair ganhando, pois os bancos teriam menos devedores, e, consequentemente, o país teria um melhor movimento econômico, gerando mais empregos, empregados conscientes e, acima de tudo, uma melhor qualidade de vida.