A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 21/10/2019
Educar para comprar, capacitar para não endividar
No livro: “O príncipe”, do autor renascentista, Nicolau Maquiavel, ele diz que os homens esquecem mais rápido a morte de um familiar que a perda do patrimônio. Fora da Literatura, as posses de alguém continuam tendo muita relevância, porém, no que diz respeito a saber gerenciar as financias, o brasileiro ainda permanece prejudicado pela má administração. Sendo assim, torna-se indispensável analisar como a Mídia e a Secretaria de Educação influenciam na problemática.
Em primeiro plano, a Mídia, cujo papel influenciador tem grande alcance, é a principal responsável pela dificuldade da administração financeira na vida dos indivíduos. Em suma, é por meio dos inúmeros anúncios no imperativo que induzem o público alvo a buscar consumir além do necessário, que diversos compradores se endividam na promessa de que, como ratificou o autor Robert Rowland Smith no livro: “Café da manhã com Sócrates”, o cartão de crédito irá suavizar o choque de pagar as compras com o tempo, sem se preocupar em implementar no indivíduo a sensação de responsabilidade por suas aquisições.
Ademais, a Secretaria de Educação também tem a sua parcela de culpa quando negligencia na importância de instaurar a educação financeira na vida dos cidadãos. É nas instituições de ensino que os alunos aprendem desde cedo sobre juros durante as aulas de Matemática, no entanto, as aulas demonstram não serem aprofundadas o suficiente para instruir o educando em relação à sua vida financeira. Em síntese, essa prática só corrobora para os aproximadamente 62,6 milhões de brasileiros que terminaram 2018 com alguma conta atrasada e com o CPF negativado, de acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito.
Torna-se essencial, portanto, que a educação financeira seja introduzida na vida do indivíduo para evitar impasses. Logo, a Mídia, juntamente aos psicólogos, deve elaborar anúncios conscientes que não incentive o cidadão ao consumismo, com o propósito de apresentar o produto ou o serviço, controlando a influência para evitar que o comprador adquira dívidas e prejudique a circulação benéfica do capital no Brasil. Outrossim, cabe à Secretaria de Educação, em parceria com professores de Matemática e Economia, implementar na grade curricular básica do Ensino Médio, aulas sobre educação financeira, a fim de preparar o aluno para lidar com suas financias de modo eficiente para que este não tenha o CPF negativado e seja impedido de adquirir algo que realmente precise. Por conseguinte, propagandas mais conscientes e aulas sobre como administrar os bens irão contribuir para a construção de um indivíduo mais crítico e responsável por suas ações na sociedade.