A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 20/10/2019

Instrução necessária

No início do século XX, o governo norte-americano promoveu grande expansão de crédito para a população, porém fatores externos fizeram a economia entrar em colapso, e os estadunidenses não estavam preparados para tal situação, desencadeando assim, a crise de 1929 - conhecida também como a Grande Depressão -. Nesse viés, a ausência de uma educação financeira também se mostra uma realidade brasileira. Com efeito, a construção de uma sociedade que valoriza a instrução de

caráter financeiro é a medida que se impõe.

Em primeiro plano, a possibilidade de endividamento precoce pela população. A respeito disso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 68% das famílias brasileiras gasta mais do que ganha. Assim como, de acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito, 40% dos brasileiros com idade entre 18 e 65 anos estão com o “nome sujo”. Ademais, os meios de comunicação apresentam publicidade excessiva com finalidade de desencadear o consumo inconsciente de produtos pela população, cujo quadro contribui para agravar a situação das dívidas. Nesse sentido, o baixo incentivo á educação financeira se mostra obstáculo para que o Brasil alcance a posição de Estado desenvolvido.

De outra parte, o sistema econômico vigente exige instrução em decorrência da geração de anseios individuais. Nesse contexto, o filósofo e economista britânico Adam Smith - pai do Liberalismo Econômico - defendia que cada indivíduo deveria buscar seu próprio sucesso com o próprio esforço e sem ajuda, e assim, a sociedade progrediria. Assim, a coletividade perde potencialidades empreendedoras de jovens - por exemplo - e outros fins. Toda via, enquanto a não valorização da educação econômica se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com ausência de desenvolvimento das potencialidades dos seus indivíduos.

Impende, pois, que a educação financeira se faça uma realidade brasileira. Cabe ao Ministério da Educação, em parceira com o Setor privado - como empresas multinacionais - desenvolver a instrução financeira nas escolas por meio de palestras a fim de que os alunos aprendam administrar o seu dinheiro. Aos indivíduos, no exercício do seu papel social, levantar questões importantes sobre o consumo excessivo e desnecessário. Desse modo, o Brasil a educação financeira será valorizada, e o país alcançará a posição de Estado desenvolvido.