A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 19/10/2019
No filme “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, a protagonista perde todo o seu dinheiro por causa do consumismo excessivo e consequente endividamento. Fora das telas, tal comportamento é muito comum entre os brasileiros, que estão cada vez mais em débito. Diante disso, a educação financeira surge como uma maneira de se obter autonomia e bem-estar e deve ser ensinada desde cedo para garantir melhores resultados.
A priori, é necessário notar que de acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito, em 2018, 41% dos brasileiros adultos terminaram o ano com dívidas. Mediante isso, é alto o número de pessoas que não conseguem guardar dinheiro e consomem mais do que podem pagar. Dessa forma, com a dívida, destinam grande parte do salário para quitação de contas e não sobra dinheiro para lazer e diversão, causando infelicidade nos devedores.
Outrossim, pais com hábitos financeiros ruins podem influenciar seus filhos, que futuramente também podem acabar endividados. Por isso, é importante que as crianças sejam ensinadas a poupar e a consumir com consciência. Assim sendo, esse ensino passou a ser implantado em 2018 e já faz parte da Base Nacional Comum Curricular, em vigor em todo o Brasil.
Em suma, a educação financeira deve difundir-se por todo o país, para que o dinheiro da população seja usado de forma cautelosa. Para isso, o Ministério da Educação deve investir na capacitação de professores, tornando-os aptos a inserir o tema do dinheiro em suas aulas, de uma forma educativa. Ademais, a mídia deve desenvolver programas televisivos sobre finanças, com a participação de profissionais da área, que ensinem como poupar e investir o dinheiro, além de mostrar que é possível sair do vermelho. Desse modo, o dinheiro não seria visto como um inimigo e sim, como uma ferramenta para se viver bem.