A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 19/10/2019
Como solução para a “Crise de 1929”, o governo norte-americano criou um plano chamado “New Deal”, que tinha como proposta principal: a intervenção do Estado na economia. Nesse contexto, o Brasil enfrenta inúmeras crises pós Ditadura Militar, o que demonstra a necessidade da educação financeira para garantir uma melhor qualidade de vida ao cidadão. Logo, o consumismo e a ineficiente gestão estatal são os canalizadores da ausência da questão na vida cotidiana.
A priori, o sistema capitalista visando sempre o lucro, interfere na criação de políticas públicas que tenham como objetivo inserir a educação financeira na sociedade. Desse modo, o estilo de vida consumista cada vez mais globalizado pelos meios de comunicação, tende a agravar esse impasse, visto que, a propensão a adquirir bens materiais ou serviços pode se tornar viciante. A esse respeito, segundo o site G1, a faixa etária com maior número de dívidas no SPC, são jovens com idade entre 18 a 24 anos. A partir desse dado, pode -se extrair uma conclusão preocupante, já que, indivíduos com essa idade são os que mais propendem a agregar na economia do país, porém, quando se compra de maneira inconsequente e supérflua apenas pelo prazer, obtemos resultados que agravam a situação socioeconômica do país, especialmente diante de crises.
Ademais, a maioria dos governos que cumpriram seus mandatos desde que o Brasil se tornou uma República, não se preocuparam diretamente em estabelecer disciplinas na educação básica para garantir a mudança no quadro individual do país. Acerca dessa premissa, dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Socioeconômico (OCDE) mostram que metade dos jovens de 15 anos não sabem como aplicar o dinheiro na rotina cotidiana. Por conseguinte, essa pesquisa comprova a necessidade de conhecimentos que ensinem o aluno a compreender e raciocinar sobre a aplicação do dinheiro e formas de economizar de forma adequada ao sistema, o que vai muito além da matemática básica tradicional.
Torna - se evidente, portanto, que o consumismo e a precarização do Poder Público auxiliam na má formação educacional. Assim cabe ao Poder Executivo Federal, repassar verbas ao Ministério da Educação e Cultura para que a mesma crie conteúdos informativos com opiniões de especialistas em economia e professores, sobre juros atribuídos à parcelas de empréstimos e cartões de créditos e, por meio de mídias sociais divulguem essas precisões em formato de campanhas educativas. Outrossim, também deve ser criado um canal no Youtube com o nome “ConsuMENOS” onde divulguem conteúdos exclusivos que falem sobre a prática do consumo e como se livrar dela. Assim, teremos a garantia de que a Crise de 29 jamais será uma influência norte-americana no país.