A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 20/10/2019

Uma das figuras mais importantes da economia brasileira é o empresário Samuel Klein, fundador da rede de lojas “Casas Bahia”, responsável por popularizar o parcelamento de compras em inúmeras vezes, o que foi, desde o começo, financeiramente atrativo. Contudo, infelizmente, o que parecia ser uma “facilidade” para o consumidor, tornou-se uma famosa tática de mercado. Deste modo, em uma sociedade marcada pela precariedade em noções de educação financeira, principalmente, por causa de tramoia de muitos políticos, há milhares de pessoas endividadas devido à extrapolação de crédito, o que, claro, deixa estático seus próprios crescimentos financeiros e, assim, afeta a economia nacional.

Dessa forma,não é inédito o fato da maioria das lideranças políticas do país estarem andando consoante com os detentores do dinheiro. isto é, grandes empresários. A exemplo disso, houve a manipulação da política pelos coronéis no “clientelismo” e a política do “café com leite”, que era a conciliação entre as grandes economias do Brasil, São Paulo e Minas Gerais, pela ocupação do cargo de chefe do Executivo, durante a chamada República Oligárquica. Logo, é inaceitável o descaso do governo com a estabilidade econômica dos cidadãos, pois, com certeza, a matéria de educação financeira só não ocupa a grade escolar por falta de estímulo estatal, pois uma população menos preparada tende a consumir mais e, consequentemente, enriquecer os ainda “coronéis” do Brasil.

Ademais, criou-se uma concepção de que o crédito deixou de ser uma possibilidade frente a uma situação emergencial e passou a ser visto, por influência do mercado, como um recurso prático e de comodidade. Entretanto, devido a essa equivocada “vantagem”, a facilidade de se obter empréstimos e a inocência de milhares de brasileiros, os quais possuem pouco ou nenhuma noção básica de como administrar seus gastos, mais de 64% das famílias estão endividadas, de acordo com dados da Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o que, sem dúvida, representa uma problemática de caráter nacional.

Portanto, é essencial reverter os elevados índices de inadimplências e concretizar a importância do gerenciamento econômico da nação. Dessa maneira, primeiramente, é de extrema importância que o Conselho Monetário Nacional (CMN) ajude a evitar o aumento de brasileiros endividados, por meio da redução dos limites de créditos e do aumento da burocratização para obter empréstimos. Em segundo lugar, é fundamental o Ministério da Educação promover o ensinamento de, no mínimo, noções básicas financeiras no país, por meio da incrementação dessa matéria na grande escolar nacional. Assim, torna-se previsível a formação de uma sociedade mais estável, justa e mais resistente as desprezíveis tramoias do “coronelismo” do século XXI.