A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 20/10/2019
Bem-estar financeiro
Platão afirmava que o mais importante não era viver, mas viver bem. Assim, para o filósofo grego a qualidade de vida é, na maioria das vezes, mais importante que a própria existência. Analogamente, pode-se relacionar essa ótica platônica com a relevância da educação financeira para proporcionar um melhor bem-estar aos brasileiros, uma vez que possibilita consumir com consciência e administrar sua renda. Dessa forma, esse conhecimento tenderia a diminuir o número de cidadão endividados e os problemas de depressão e ansiedade causados por esse caso.
No que tange à questão, vale salientar o alto número de pessoas que estão com alguma conta atrasada. De acordo, com os dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mais de 62,6 brasileiros estavam com o CPF negativado em 2018. Logo, constata-se que a facilidade em comprar produtos, devido as prestações longas leva as pessoas a negligenciar as altas taxas de juros, e assim, suas contas aumentam e se torna ainda mais difícil limpar o nome.
Além disso, é notório frisar que o consumo desenfreado que leva ao endividamento, causa problemas sérios na vida pessoal e principalmente emocional, sendo que uma das consequências é a ansiedade. Esse distúrbio é caracterizado pela preocupação intensa e excessiva relacionada a situações cotidianas, que acarreta no aumento da frequência cardíaca, preocupação e medo. Segundo os levantamentos da Organização Mundial da Saúde (OMS) o Brasil é o país mais ansioso no mundo. Logo, o endividamento pode causar problemas no estado emocional e agravar ainda mais os problemas, por exemplo, relacionados a ansiedade.
Infere-se, portanto, que é de suma importância inserir a educação financeira na vida dos brasileiros. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Educação em parceria com as escolas públicas e privadas vincular um projeto que ensina desde dos primeiros anos escolares como gastar com consciência, por meio de dinâmicas interdisciplinares em sala de aula que, a fim de educar financeiramente crianças e adolescentes. Ademais, o Ministério da Economia juntamente com as secretarias municipais, devem fazer mutirões em praças públicas com economistas, coaching e psicólogos, com o intuito de orientar a população sobre educação financeira, mostrando meios para quitar contas e como voltar a consumir com consciência. Destarte, com essas medidas será possível diminuir o número de pessoas endividadas e os problemas emocionais decorrente disso, e assim, proporcionar a qualidade de vida salientada por Platão.