A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 17/10/2019

A educação básica, o consumismo e o bolso vazio

Consoante pesquisa nacional do Serviço Nacional de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 54% da população brasileira não consegue poupar nada de seus rendimentos. Isso é efeito de uma cultura na qual não há estímulo ao investimento. Apesar de obrigatória nas escolas pela Base Nacional Comum Escolar (BNCC), a educação financeira na educação básica é rara. Outro obstáculo a esse ensino á população em geral é a cultura do consumismo e imediatismo.

Assim como a educação sexual, ambiental e para o trânsito, a educação financeira deve ser tratada nas escolas não como disciplina, mas como tema. Porém, segundo dados do IEDE de 2017, as escolas públicas brasileiras, única opção da maioria da população brasileira, enfrentam problemas como 51,8% dos professores do 5º ano alegarem que não conseguem cumprir o conteúdo programado para o ano. Dessa forma, como há deficiência em ensinar o básico, a educação sobre finanças provavelmente também não caberá nesses cronogramas.

Outrossim, uma pesquisa do aplicativo financeiro Guia Bolso concluiu que os brasileiros costumam gastar mais de 50% de seus salários em diversão e outros supérfluos. Com isso, percebe-se que a o consumismo imediatista está enraizado na cultura do país e vai de encontro à saúde financeira de cada indivíduo que tende a repassar seus hábitos aos seus descendentes.

Portanto, pode-se inferir que, cabe aos prefeitos, principalmente, potenciar a produtividade dos professores e alunos através de premiações a escolas que atingirem metas para garantir que o tema da educação financeira tenha seu espaço consolidado no currículo escolar. Além disso, compete ao Ministério da Educação, em parceria com a iniciativa privada , promover campanhas de conscientização sobre a educação financeira e sua importância dentro de programas de TV e na internet o que fará com que o cidadão se interesse a aprender mais a respeito.