A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 17/10/2019
O Brasil é efetivamente uma potência econômica, estamos entre as 10 nações mais ricas do mundo, território vasto, população grande e principalmente, um povo com espírito empreendedor latente. Todo potencial porém, se não conduzido em certo ordenamento financeiro, pouco se produz e corre o sério risco de um retrocesso na saúde monetária do cidadão. Mesmo o cidadão de carteira assinada, com seu salário e benefícios em dia, cai nas artimanhas do consumismo e se endividam.
O brasileiro possui uma cultura consumista alimentada desde o Estado Novo de Getúlio Vargas, intensificado no Governo JK que prometia “50 anos em 5”. Somos um dos poucos países do mundo em que a população compra bens de curta duração, como roupas, combustível e medicamentos, parcelado no cartão de crédito, resultado disso que , frente às crises econômicas, o povo brasileiro facilmente entra em colapso financeiro tendo seu CPF negativado, tornando-se inadimplente.
Não calcular e planejar seus gastos levam ao cidadão de renda fixa (salário) a perder o controle de suas finanças e cair em dificuldades, mesmo os empreendedores, que deveriam ter a educação financeira como regra, muitos a negligenciam, como relata o empresário e palestrante Flávio Augusto, fundador e dono da rede Wizard de escolas de inglês, em suas palestras onde diz que: o empreendedor brasileiro, na maioria dos casos, se comporta de maneira aventureira e não como profissional, ou seja, não tem planejamento, nem previsibilidade de receitas e despesas bem definidas, levando no estilo aventureiro do “vai que dá certo!”.
Um quadro de cultura da incompetência financeira deve ser revertido urgentemente, medidas como a implementação de educação financeira e empreendedorismo em escolas da rede pública e privada já estão sendo efetivadas, porém, há uma grande massa da população adulta que não tiveram essa oportunidade na escola e que agora sofrem na inadimplência, para estes, órgãos financeiros públicos, como o Banco Central, deveriam dispor, em conjunto com o Sistema S (Senac, Senai, Sesc) cursos de educação financeira, com enfoque em temas cotidianos relevantes aos adultos, como uso consciente do crédito e previsão de receitas e despesas, a fim de que o cidadão se empodere e tenha seguridade com suas finanças.