A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 17/10/2019

De acordo com a Constituição Federativa Brasileira, promulgada em 1988, é previsto o direito à saúde, habitação, segurança e educação. No contexto atual, entretanto, tal cenário idealizado não se estende à questão do ensino financeiro, visto que sua ausência contribui para situação de inadimplência dos brasileiros. Nesse sentido, convém analisar como a conquista da autonomia e da responsabilidade são importantes para alteração dessa problemática.

Em primeiro lugar, a educação monetária apresenta-se como relevante na quebra da alienação imposta pelo sistema capitalista vigente. Isso é afirmado, uma vez que o fetichismo de mercadoria, termo apontado pelo Karl Marx, personifica sentimentos no objeto de compra, de modo que corrobora o consumismo exagerado e desnecessário. Dessa maneira, a existência de falhas na base educacional devem ser superadas para o desenvolvimento da autonomia crítica na sociedade civil.

Por conseguinte, a responsabilidade social adquirida pelo ensino financeiro reflete, diretamente, no aumento da produtividade das empresas. Isso acontece, pois os trabalhadores com mais dificuldades em administrar suas próprias finanças apresentam maiores índices de faltas e atrasos e são menos produtivos, como apontado por pesquisa realizada pelo Instituto Axxus em parceria com a Unicamp. Dessa forma, é inadmissível a permanência desse contexto, visto que atrasa o potencial econômico do país e ignora os direitos assegurados na Constituição.

Fica evidente, portanto, que é de suma importância a educação financeira na vida do cidadão. À vista disso, faz-se necessário que o Ministério da Educação ensine sobre a relevância do controle monetário na atualidade, por meio da criação de disciplina específica, com uso de metodologias proporcionais às diferentes faixas etárias, a fim de formar uma sociedade mais crítica. Além disso, o setor privado deve investir na criação de programas pecuniários, através de workshops com profissionais da área, no intuito de potencializar o rendimento dos funcionários. Somente assim, as garantias constitucionais deixarão de serem observados somente na teoria.