A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 22/10/2019

A obra cinematográfica “Até que a sorte nos separe” conta altos e baixos da personagem central Tino, o qual recebeu notória quantia em jogos de loteria e pelo descontrole de gastos e falta de conhecimento perdeu todo o prêmio. De maneira análoga, o brasileiro, sobretudo o cidadão médio, é desconhecedor das engrenagens financeiras, tendo em vista que as circunstâncias educacionais não oferecem base instrutiva. Com efeito, é possível destacar a passividade para driblar o endividamento e a vulnerabilidade aos riscos como expoentes do quadro.

Em primeiro plano, a inadimplência demonstra o despreparo na coordenação dos elementos antagônicos: renda e consumo. Nessa vereda, conforme o IBGE, cerca de 68% da população brasileira está endividada e com cadastro negativo em órgãos como Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e Serasa. Isso se deve, em grande parte, pela dificuldade que os sujeitos têm de driblar as diversas instâncias da crise. Nesse sentido, a inadimplência e a falta de informação guiada, atreladas à crise econômica, perpetuam o cenário de descrédito.

De outra parte, as dificuldades de empreender e investir contribuem para o sucateamento da renda e da economia. Nesse viés, o modernista alagoano Graciliano Ramos cria o personagem Luís Padilha na obra prosaica São Bernardo. Tal personagem faliu financeiramente após ter aplicado dinheiro em uma série de investimentos incoesos, posteriormente, sofreu a fraude do suposto amigo Paulo Honório. Dessa forma, é mister a conquista integral da educação financeira para os brasileiros.

Depreende-se, pois, a necessidade de desconstruir este paradigma socioeconômico no país verde-amarelo. Para esse fim, o Poder Público, deve concretizar a aplicação da diretriz para Base Nacional Comum Curricular (BNCC) - a qual trata da introdução interdisciplinar de educação financeira na instituição escolar- por meio de simulações financeiras elucidativas, para que, desde a tenra idade, os indivíduos tenham domínio sobre suas finanças, evitando, assim, transtornos futuros. Feito isso, as esferas econômicas nacional e individual - a saber do caso da comédia brasileira- serão equilibrados e harmônicos.