A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 17/10/2019
Segundo a teoria da tábula rasa de John Locke, “o ser humano é como uma tela em branco que é preenchida por experiências e influências”. Não obstante da atual realidade, a pouca influência de uma educação financeira na vida dos brasileiros tornou-se uma problemática de grande perspectiva, que afeta negativamente o desenvolvimento econômico social do cidadão. É notório que, os hábitos aquisitivos estão cada vez mais latentes devido a propagação dos meios que incitam o consumismo, nesse sentido, adjunto a tal revés, um grande impulsionador desse paradigma é a falta de uma educação financeira fomentada nas bases do conhecimento básico do ser. Desse modo, torna-se vital que medidas governamentais sejam impostas para atenuar a perpetuação desse cenário desafiador, para que haja uma sociedade consciente dos direitos e deveres monetários que cada cidadão possui.
Em primeira plano, é primordial ressaltar que, no período Imperial do Brasil a imprensa foi considerada o quarto poder, por exercer nítida influência na sociedade tanto quanto os poderes democráticos. Sob esse prisma, vale ressaltar que, hoje a mídia continua a exercer alienação em massa, que manipula e exacerba o ato de consumir, gerando um maior número de inadimplentes e um aumento na taxa de desemprego. Assim, diante do exposto essa adversidade tornou-se uma situação crônica da população, que por não saber lidar com as finanças pessoais e não possuir um planejamento de necessidades primordiais, dispensando o gasto com futilidades, introduz uma sociedade devedora. Dessa forma, se não revertida passará para as próximas gerações um olhar retrógrado do imediatismo ao consumo.
De acordo com o levantamento feito pela Serasa em 2018, 40,3% da população adulta brasileira está inadimplente, isso ocorre devido a uma insuficiente educação financeira que é uma identidade étnica enraizada no mundo moderno. Sabe-se que na Roma Antiga a educação era restrita apenas a elite, hoje ela é um direito assegurado a todos, inclusive a garantia de conhecimentos econômicos que auxilia no aprendizado de administração do dinheiro, negociamento de dividas e aquisição de crédito, efetivando impactos positivos na gestão monetária do Brasil.
Infere-se, portanto, que o Ministério da Educação, introduza uma política de ensino financeiro nas escolas, desde o ensino infantil ao ensino médio, para que haja a propagação da consciência da gestão do dinheiro, a partir de palestras informativas e de atividades interpessoais, por meio de debates acerca do tema, a fim de fundamentar a percepção do ser. Outrossim, é indispensável que a Mídia informe ao corpo social por meio de propagandas, a importância do planejamento econômico, para uma maior qualidade de vida. Então, só assim haverá influencias positivas na tela em branco do ser, como o exposto pelo autor John Locke, minimizando os efeitos negativos desse revés na sociedade.