A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/10/2019
Desde a formação dos pequenos comércios medievais e a unificação das moedas pelo poder absolutista de forma a ter mais controle financeiro, o dinheiro é o pilar do sistema vigente. Contemporaneamente, a discussão sobre educação financeira é fomentada em centros educacionais, postura que acarreta promissores cenários no que tange ao planejamento financeiro, pois o povo consegue organizar as despesas de forma mais produtiva e, então, evitar as dívidas, além de beneficiar o Estado com o aumento dos investimentos no Tesouro Nacional.
Em primeiro plano, o trabalho da consciência financeira entre a população é uma das principais soluções para a queda do endividamento nacional. De acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), cerca de 63 milhões de brasileiros terminaram o ano de 2018 negativados. Esse panorama é justificado pela falta de entendimento sobre a administração financeira pessoal, situação em que há mais gastos do que o indivíduo pode arcar. Logo, é perceptível que a educação financeira é necessária para assegurar a organização particular e, assim, diminuir os alarmantes índices de crédito em aberto.
Além disso, a disciplina monetária é benéfica para o Estado no que se refere ao aumento dos investimentos no Tesouro Nacional. Esse cenário é explicado pela gradual consciência financeira do povo que, mais do que apenas evitar a contração de dívidas, tende a investir seu dinheiro em bancos públicos - devido às baixas taxas de juros ofertadas - para fazer rendê-lo. Dessa forma, não só o setor público lucra com os encargos bancários, porém também arrecada dinheiro a curto prazo para a quitação de dívidas estatais que vigoram atualmente, por exemplo. Assim, tornam-se inquestionáveis os benefícios que a educação financeira pode promover para as instituições brasileiras.
Dessarte, medidas que visam ampliar as vantagens desse tema são necessárias. Para tal, o Ministério da Educação deve tornar obrigatório o ensino de educação financeira por meio da exigência de tal matéria nos currículos estudantis até a conclusão do nível básico e torná-la optativa para o nível superior para o banco de horas extras. Essa proposta sugere a imediata ampliação da consciência monetária entre todos e, então, a promoção do início de um projeto de estabilização econômica por causa da queda das dívidas gerais. Os regimes absolutistas não mais se aplicam à realidade atual, contudo sua organização monetária e comercial devem permanecer de exemplo à economia capitalista ocidental contemporânea graças à sua dinâmica e organização em um ambiente tão improvável como eram os burgos e vielas do reinado.