A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 17/10/2019
Na obra ‘Utopia’ do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social não possui conflitos e problemas. No entanto, observa-se na realidade contemporânea o oposto do que o autor prega, pois os cidadãos não possuem um padrão de educação financeira, tal situação apresenta barreiras, as quais dificultam concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto de crises financeiras quanto do desemprego. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que crises econômicas derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que se refere à criação de mecanismos para coibir tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar das pessoas, entretanto, isso não ocorre no Brasil. devido à falta do Estado, instabilidades financeiras são geradas, acarretando na desorganização financeira e inadimplência.
Ademais, é imperativo ressaltar o desemprego como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, quando se extinguem as vagas no mercado de trabalho a população perde poder aquisitivo e surge a inviabilidade da quitação de dívidas. Dessa forma, faz-se mister que a União reformule sua postura de forma urgente.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Dessarte, com o intuito de educar financeiramente a nação, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital por meio do Ministério da Economia para gerar investimento e estímulos econômicos, através de diminuição das taxas de juros e parcelamento das dívidas, simultaneamente a redução de impostos para atrair o investimento de empresas e, assim, gerar empregos. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo o impacto da desorganização financeira e a coletividade alcançará a ‘Utopia’ de More.