A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/10/2019

Indústria do controle

Desde a Revolução Industrial, o fluxo de capital constituiu parte significativa da economia mundial. Tendo em vista o contemporâneo aumento de sua importância no cotidiano individual, o mau gerenciamento de recursos financeiros pela maioria dos brasileiros torna-se prejudicial. Portanto, o gasto irresponsável e a falta de investimentos mantêm essa conjuntura deficitária com a necessidade de educação financeira.

Em primeiro lugar, sob perspectiva filosófica, o consumo excessivo sem a poupança consolida-se como um comportamento compulsivo maléfico para o futuro. Uma vez que, segundo Sigmund Freud, “os impulsos são manifestações da vontade inconsciente humana”, a constante exposição a produtos diversos provoca impensados danos às economias pessoais. Dessa forma, a afirmação do psicanalista austríaco permite ainda concluir a ausência de uma consciência sobre o dinheiro e seus impactos na sociedade.

Além dessa dimensão intelectual, a ótica economicista demonstra a carência de investimentos como fator determinante para o paradigma das contas pessoais. Na medida em que, segundo o iluminista Adam Smith, o cidadão deve ter liberdade para administrar negócios e aplicar montantes, a paradoxal raridade do uso desse direito dificulta a superação de situações financeiras desbalanceadas. Desse modo, ocorre a estagnação do potencial de crescimento e o consequente endividamento pelas famílias não detentoras de renda suficiente para usufruir de todas as ambições.

Logo, a educação financeira constitui-se como prioridade para a superação das dificuldades pessoais. A fim de construir uma base conhecedora dos mecanismos monetários, o Ministério da educação deve informar os jovens sobre os riscos, os cuidados e as possibilidades do gerenciamento do dinheiro, por meio de oficinas realizadas no Ensino Médio das escolas - com aulas teóricas e práticas. Assim, embora a magnitude da renda administrada não seja industrial, é balanceada.