A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/10/2019

‘‘Me Poupe’’ é o nome do maior canal na internet de finanças pessoais do Brasil. Criado há cinco anos pela jornalista Nathália Arcuri, o canal, na plataforma ‘‘YouTube’’, transformou-se em uma sensação entre os jovens devido ao fato de falar de dinheiro e economia de um modo didático e informal. Contudo, apesar de avanços desse tipo proporcionados pela tecnologia, a educação financeira, no país, tem sua importância subestimada na vida do cidadão. Assim, é lícito afirmar que a ineficiência escolar, além da postura inerte de parte das famílias brasileiras, contribuem para a formação de adultos financeiramente irresponsáveis.

Em primeiro plano, evidencia-se, por parte da instituição escolar, uma ausência de mecanismos de fomento à educação financeira desde a mais tenra idade. Essa lógica é evidenciada pelo atual currículo escolar da maioria das instituições de ensino do país, sejam elas públicas ou privadas, que permanece pobre em conteúdo sobre como administrar o próprio dinheiro. Nesse sentido, as aulas ainda limitam-se, majoritariamente, às tradicionais disciplinas para vestibulares, como português e matemática, e ignoram o potencial de seminários, debates, palestras e outras atividades que tratem de sustentabilidade financeira. Desse modo, a escola, enquanto agente que deveria formar pessoas para todas os aspectos da vida, atua apenas como um mero ambiente comum e burocrático.

Outrossim, é imperativo pontuar que parcela dos núcleos familiares, no Brasil, não trabalham a questão da educação financeira nos lares, no que diz respeito a orientação e aconselhamento prático sobre como gerenciar os próprios recursos monetários. Dessa forma, a criança, ao não ser ensinada sobre poupar, gastar apenas o necessário e controlar sua verba, torna-se um potencial adulto inconsequente e endividado. Sob esse aspecto, John Locke, pensador britânico, diz: ‘‘O ser humano é como uma tela em branco preenchida por experiências e influências’’. Nota-se, à vista disso, ao trazer a perspectiva do filósofo ao tema da educação financeira, que é primordial que os ensinamentos sejam repassados ainda na infância e juventude.

Infere-se, portanto, que educar financeiramente é papel da escola e da família. Posto isso, o Ministério da Educação deve, por meio da inserção da disciplina de educação financeira na Base Comum Curricular Nacional, determinar a realização de aulas periódicas e eventos - como palestras com especialistas em finanças e economistas -