A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/10/2019

Segundo o economista Robert Kiyosaki, autor do best-seller “Pai Rico Pai Pobre”, “gente demais se preocupa excessivamente com dinheiro e não com sua maior riqueza, a educação”. Embora a educação financeira seja de suma importância na vida da população e no progresso econômico do país, há pouco investimentos nessa área, o que pode causar dívidas e comprometimento do orçamento familiar. Nesse contexto, deve-se analisar como o fator histórico-cultural e o poder público influenciam na problemática em questão.

Em primeiro plano, é preciso entender como o fator histórico-cultural é um impulsionador do problema. Isso porque ter renda fixa é algo recente na vida de muitos brasileiros, na qual deu-se com a criação do Ministério do Trabalho durante a Era Vargas. Apesar do fato ter possibilitado um maior poder aquisitivo da população, não foi ensinada a maneira de administrar devidamente essa renda. Além disso, a inflação e os impostos, também, foram motivos do cidadão não ter conseguido juntar dinheiro ou até mesmo investir em algo rentável ao longo dos anos. Como consequência, ainda hoje, a população não sabe planejar e organizar suas finanças, prova disso é que 41% da população adulta está inadimplente, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito(SPC).

Atrelado a isso, nota-se, uma negligência por parte do poder público, que deveria investir em políticas públicas que amenizem essa situação. Segundo Aristóteles, a política deve ser usada de modo a atingir a justiça pela sociedade. Entretanto, no que diz respeito a proporcionar educação financeira para sociedade, o governo foge dessa harmonia. Uma vez que, embora haja medidas já existentes, a longo prazo, como a inserção dessa disciplina nas escolas, as pessoas que já se formaram ficam prejudicadas e continuam sem saber lidar com o dinheiro. Em decorrência dessa deficiência de educação financeira, dados de um estudo do SPC, afirmam que 57% dos consumidores da Terceira Idade não têm qualquer reserva de dinheiro e assim, quando ocorre algum imprevisto como doenças são obrigados a solicitarem empréstimos.

Fica evidente, portanto, que a questão do aprendizado em finanças é algo que precisa ser revisado no Brasil. Em razão disso, o Ministério da Educação, em parceria com Ministério da Economia, deve criar projetos que ensinem a população a administrar sua renda. Através de cursos em centros comunitários e de vídeos nas mídias digitais, a fim de alcançar um maior número de pessoas. Esses deverão ser ministrados por profissionais da economia capazes de orientar a população sobre a importância da educação financeira, em qualquer idade, e como colocá-la em prática. E, quem sabe assim, a questão da administração financeira deixe de ser uma problemática no país.