A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/10/2019

Com o advento da atividade comercial no Brasil Colônia, a prática do escambo foi substituída pela introdução da moeda no país. Todavia, mesmo após centenas de anos, a relação de boa parte dos brasileiros com o dinheiro é conflituosa, especialmente no que tange à educação financeira. Nesse contexto, convém destacar que o infortúnio se deve ao meio social em que os cidadãos estão inseridos e ocasiona prejuízos exorbitantes aos afetados.

Em uma primeira análise, é fundamental ressaltar a influência do ambiente social na formação da adversidade. Conforme o ideário de Durkheim, a consciência individual sofre ingerência da consciência coletiva, ou seja, o indivíduo é influído a seguir os costumes e crenças das pessoas que os rodeiam. Sob esse viés, ao crescer sem contato com a educação financeira tanto na escola quanto em casa, o cidadão suscita hábitos errôneos sobre dinheiro, o que se torna a etiologia do impasse.

Outro aspecto a ser abordado é o impacto da conjuntura supracitada na vida dos cidadãos. Segundo Schopenhauer, a natureza humana de desejar bens materiais é uma condição que propicia o consumo indiscriminado. Tal característica, associada à publicidade exacerbada do século XXI, acaba por gerar uma onda de consumismo e, por conseguinte, o endividamento de muitos brasileiros, principalmente jovens, visto que uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) afirmou que cerca de 40% da juventude estava em dívidas no ano de 2019.

Destarte, evidenciam-se os principais contornos da problemática. Faz-se necessário que as Escolas cumpram o currículo da Base Nacional Curricular Comum, o qual inclui a disciplina de educação financeira, para que o impasse seja evitado ainda na infância. Além disso, as Universidades devem promover cursos de finanças domésticas, os quais sejam ministrados por economistas e foquem em jovens e adultos, a fim de informar a população e alterar a realidade descrita.