A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 15/10/2019
O governo de Juscelino Kubitschek estendeu-se de 1956 a 1961, o seu lema era fazer o Brasil crescer 50 anos em 5, e para isso ele investiu grandes quantias de dinheiro nos setores automobilísticos e industriais, além disso ficou reconhecido como um presidente desenvolvimentista, mas infelizmente esses investimentos agravaram problemas crônicos no país como uma alta dívida externa e elevados índices inflacionários. A partir disso, de maneira semelhante, vê-se a necessidade, hoje, de discutir no território brasileiro sobre a importância de instruir a população para a educação financeira. Nesse sentido cabe analisar problemáticas como a falta de gerenciamento das finanças, aliada ao gasto excessivo com produtos supérfluos, em busca de soluções eficientes para findar essa óbice.
Em primeiro plano, é ideal esclarecer que as crianças não são acostumadas a ter acesso à educação financeira nas escolas, e o resultado disso futuramente é uma sociedade endividada que não sabe gerenciar o dinheiro. Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostrou que mais de 50% dos jovens brasileiros não possuem conhecimentos básicos para lidar com o dinheiro no cotidiano. Em suma, os indivíduos que não administram sua poupança têm muitas dívidas para quitar, diminuindo sua qualidade de vida, já que o estresse aumenta, por isso educar-se financeiramente é tão importante pois ajuda a adquirir mais felicidade no dia a dia.
Ainda sob essa perspectiva, interessa lembrar que os cidadãos que detém um comportamento ´´desleixado´´ com o dinheiro costumam não cuidar de suas finanças, além disso consomem de forma desenfreada, tal fator é um grave problema, uma vez que as dívidas irão aumentar. Todavia, de acordo com o Filósofo Karl Marx, o conceito de fetiche sobre a mercadoria, que advém do sistema capitalista constrói a ilusão de que a felicidade será encontrada a partir da compra de produtos de forma exorbitante. Em síntese, essa premissa filosófica permite, então, que se discuta a relevância do consumo consciente, ao obter atitudes racionais e não deixar-se levar pela emoção de consumir produtos supérfluos.
Diante desses aspectos, é necessário tomar medidas para deslindar a problemática questão da falta de educação financeira no Brasil. Dessa forma, é preciso que o MEC (Ministério da Educação e Cultura) com o CMN (Conselho Monetário Nacional) façam eventos sociais em escolas públicas e privadas, como palestras que terão o intuito de ensinar e debater com os alunos sobre a importância de gerenciar o dinheiro, esses eventos serão dados em horários específicos das aulas de Matemática. Para que os alunos possam estar conscientes de seus atos, e saber que o consumo em excesso pode gerar consequências no futuro.