A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/10/2019

Na clássica obra de literatura infanto-juvenil “O Pequeno Príncipe”, o francês Antoine de Saint-Exupéry narra como uma criança modifica a maneira como um -literalmente-perdido adulto enxerga o mundo, fazendo-o notar que “o essencial é invisível aos olhos”. Transpassado o contexto ficcional, os olhos do Brasil hodierno, torna-se invisível a educação financeira na vida do cidadão. Com efeito, sem educação financeira a sociedade encontra-se manipulada a consumir cada vez mais e acabam empenhorado.

Primeiramente, é indiscutível que o ensino financeiro é de suma importância na sociedade atual, diante de um cenário de má gestão o indivíduo acaba por sujar seu nome. Conforme o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”. Nessa perspectiva, para desenvolver com plenitude e eficácia a didática monetária, é necessário que essa seja implantada desde o Ensino Fundamental, para sanar dúvidas precoces com o intuito de que evitem erros que provoquem o endividamento.

Outrossim, o consumidor brasileiro influenciado pelas intensas campanhas publicitárias e pela obsolescência programada, contribui para o consumismo exacerbado. Consoante ao pensamento de Marshall McLuhan, teórico da comunicação, a mídia não é apenas um canal passivo para o tráfego de informação. Ela fornece a matéria, mas também molda p processo de pensamento. Desse modo, desprovido de conhecimento financeiro os cidadãos são vítimas de um sistema de manipulação, consumo e endividamento.

Destarte, é indiscutível que o ensino financeiro é de extrema relevância e que medidas são necessárias para colocá-lo em prática. Assim, o Ministério da educação, responsável pelas diretrizes do ensino no Brasil, deve implantar no Ensino Básico, Fundamental e Médio uma disciplina obrigatória que vá além do estudo de cálculos, que promova um olhar crítico nos indivíduos sobre a mídia e os hábitos de consumo, a fim de que dessa forma a sociedade possa consumir o necessário e não cometa erros que possam levar ao endividamento. Dessa maneira, o essencial tornar-se-á visível aos olhos.