A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 14/10/2019
No Século XIX, com o fim do sistema escravista brasileiro, a mão de obra assalariada é adotada em todo o território nacional. Assim, há a ascensão de um novo mercado consumidor, que anseia desfrutar do seu poder de compra. Hodiernamente, o modo como o brasileiro consome provoca preocupação, tendo em vista que a pouca educação financeira do cidadão promove um cenário de inadimplentes. Sob essa ótica, a persistência da lógica de consumo, em conjunto com a falta de planejamento a longo prazo, constituem fatores que favorecem a problemática.
A priori, o consumismo desenfreado contribui para o desequilíbrio dos orçamentos familiares. De acordo com o filósofo Aristóteles, o indivíduo sempre encontra-se entre dois extremos, sendo a justa medida, ou seja, o equilíbrio, fundamental. Sob esse esse viés, a educação financeira torna-se essencial para o fim do consumo excessivo , visto que desconstrói a lógica consumista e promove os gastos conscientes e planejados.
Outrossim, a ausência de preocupação com o futuro, soma-se como entrave a ser solucionado. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade atual é regida pelo imediatismo. Nesse tocante, a falta da educação financeira contribui para o fenômeno, uma vez que o indivíduo consome para o momento, desprovido de preocupações sobre as futuras consequências desse gasto. Logo, é fundamental a modificação do atual cenário baseado no consumo instantâneo.
Portanto, diante do exposto, é imprescindível a adoção de medidas que fomentem a disciplina financeira. Acerca dessa lógica, urge que o Ministério da Educação, promova, por meio de verbas governamentais, aulas interdisciplinares, onde os professores de matemática e sociologia explicitem a importância do planejamento financeiro, tanto para o orçamento familiar quanto para a economia do país, assim, os futuros consumidores serão mais precavidos com suas finanças.