A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/10/2019

Na obra de Júlia Lopes de Almeida, “A falência”, Camila é uma mulher cujo falecido marido se matara em virtude da fortuna que perdera. No livro, a viúva passa por um período de resiliência ao readequar seus hábitos financeiros. A obra é análoga à atual situação do povo brasileiro, que ainda sofre com a crise e milhões estão endividados e necessitados de resiliência para se educarem financeiramente. Dessa maneira, o estado deve promover essa educação em prol do bem-estar econômico e social.

No âmbito social, revela-se que a população, no geral, busca uma educação financeira, mas ficam a mercê de golpes ou propagandas sensacionalistas. Assim como a recente publicidade da empresa Empiricus, que foi duramente criticada pela mídia por promover, implicitamente, uma falsa esperança de fácil enriquecimento. Desse modo, o Estado, ao promover suas próprias campanhas de educação financeira, seria essencial às pessoas que poderiam ser atraídas com essas falsas propagandas e, também, àquelas que não possuem dinheiro para arcar com esse ensino.

Ademais, auxiliaria na questão econômica, pois relações comerciais iriam se dinamizar. Com pessoas endividadas, a tendência é que elas consumam menos e, por essa razão, a economia sofra uma estagnação. Esse fator já foi estudado no Estados Unidos da América, na Crise de 29, que levou a uma drástica atitude por parte de seu presidente, o Roosevelt, o qual incentivou a população a continuar com o hábito consumista. Alternativamente, poderia ter sido restabelecido o poder aquisitivo da população por primeiro, para que depois ela possa retornar a movimentar a economia. Deste modo, é imprescindível que o Estado brasileiro promova isso através do ensino de hábitos de consumo sustentáveis.

Portanto, para assegurar essa educação para a população, é necessário que o Ministério da Economia organize oficinas e palestras gratuitas com profissionais da área econômica, com o propósito de ensinar princípios da educação financeira para a sociedade. Por fim, em um curto a médio prazo, a população adquirirá hábitos mais saudáveis de consumo nessa situação de crise, espelhando a resiliente Camila de “A falência”.