A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/10/2019

No fim da Primeira Guerra Mundial, enquanto alguns países europeus sofriam com o enfraquecimento da economia, os Estados Unidos lucravam cada vez mais com exportações de alimentos e produtos industrializados. Com isso, a elevada produção na agricultura, empregos, preços baixos e expansão do crédito resultaram em um consumismo desenfreado. A população americana viu-se afundada em dívidas. O Episódio ficou conhecido como a Crise 1929, ou A Grande Depressão. Tal como no evento ocorrido em 1929, é possível observar alguns aspectos que estão presentes no mundo atual: a falta de conceitos básicos sobre finanças atinge boa parte da população - principalmente os adultos-, assim como, a ascensão do consumismo.

Segundo dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), aproximadamente 62,6 milhões de brasileiros – cerca de 41% da população - encerraram o ano de 2018 endividados. Decerto é visível a omissão de um planejamento financeiro entre cidadãos brasileiros e que os levam às dívidas. Com o avanço tecnológico, frequentemente, somos bombardeados com novos produtos lançados no mercado. E, em decorrência disso, somos implicitamente incentivados – seja pela televisão ou redes sociais - com centenas de propagandas que induz as pessoas para comprarem cada vez mais. Logo, de forma muitas vezes inconsciente, uma parcela populacional se rende aos caprichos de obter mercadorias que não possuem um papel relevante para o cotidiano.

Em seguinte, como dito pelo economista britânico William Arthur Lewis, vencedor do Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel em 1979, “Educação nunca foi despesa. Sempre foi um investimento com retorno garantido”. No Brasil, é importante ressaltar a falta de ensinamentos básicos - tanto em escolas como no âmbito familiar - sobre como fazer com que os jovens desenvolvam inteligência financeira e, também, aprendam a controlar seus gastos e/ou tenham a consciência do que estão consumindo. É de suma importância essa aprendizagem, não apenas para um estilo de vida confortável, mas também para alavancar a sua economia através de investimentos, gerando um aumento no patrimônio privado e no movimento econômico no país.

Portanto, é necessário que o MEC (ministério da Educação) faça a implementação de matérias sobre finanças na grade curricular escolar do ensino fundamental e médio. Assim como, a elaboração de palestras e oficinas pedagógicas nas escolas em parceria/participação com as famílias dos jovens. Ademais, a mídia (redes sociais) e iniciativas privadas (bancos, empresas, etc.) trabalhassem juntos para divulgação de campanhas sobre investimento financeiro, como também, convidando pessoas para serem investidores.