A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 17/10/2019

Consumo exacerbado

O pensamento de Platão: “A direção na qual a educação se inicia a um homem irá determinar sua vida futura;” propõe que a disciplina instituída precocemente ascende para uma identidade direcionada. Assim, a desproporcional educação financeira revela seus efeitos na sociedade e, ainda suplica por sua disseminação no mundo moderno - uma mazela, incoerentemente, (oni) presente.

No que se refere à crise econômica brasileira, hodiernamente, verifica-se que asfixia a população, em especial aqueles com condições financeiras desfavoráveis. Nesse contexto de instabilidade econômica do país, em que não existe preocupação com a educação financeira das pessoas e o Governo estimula o consumo de produtos industrializados para libertar-se da recessão, trouxe como resultado o aumento de brasileiros endividados. De acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 41% da população apresenta-se em débito no comércio, visto que esta controla pouco a organização da verba.

Sob esse prisma, a hierarquização da sociedade do consumo encontra-se relacionada com o “status” social e econômico, uma vez que adquirir o melhor carro e o celular de última geração não simbolia a real necessidade de comprar. No entanto, a aquisição além do essencial caracteriza uma prática comum, já que insatisfeitos com os objetos obsoletos, a busca pelo moderno está sempre presente. O filme brasileiro “Até que a sorte nos separe” encena a vida de uma família que após ganhar na loteria, gastam todo o dinheiro com uma rotina de ostentação, que resulta na falência. Por conseguinte, confirmando o pensamento de Zygmunt Bauman, que na sociedade contemporânea nada é feito para durar e o surgimento de novas tecnologias contribui para a perda da nossa capacidade de nos adequar aos novos padrões, que se liquefazem e mudam constantemente.

Infere-se, pois, que a precária educação financeira conclama políticas públicas ativas. Dessa forma, a mídia, com seu papel de disseminadora de informações, deve realizar propagandas de caráter educativo financeiro, através de conselhos práticos para o telespectador planejar-se economicamente, a fim de que cessem suas dívidas. E, as Secretarias de Educação precisam criar, nas escolas, palestras interdisciplinares de sociologia sobre aquisição, bem como dinâmicas interativas, para que estimulem os alunos a consumir de maneira inteligente. Logo, a nação tupiniquim estará adaptada para a sociedade do consumo.