A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 09/10/2019
É incontestável que a quarta Revolução Industrial está alterando profundamente tudo ao nosso redor, até a maneira como vivemos. De maneira análoga, percebe-se que a população brasileira enfrenta diversos conflitos no que diz respeito a educação financeira, que têm como alicerce não somente o aumento da inadimplência, como também, os desafios para conquistar o bem-estar humano. Conquanto, impossibilita que essa parcela da população mantenha às condições financeiras em situação regular. Sob esse aspecto, convém analisar as principais causas da problemática em questão. Em primeira instância, vale destacar que a educação é o principal fator no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é refletido claramente no aumento das dívidas. Em sentido real, pesquisa realizada pelo G1, informa que somente em 2018 mais de 62 milhões de pessoas fecharam o ano com o nome sujo, com restrição no sistema de SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Nessa perspectiva, conforme jornalista e dramaturgo Irlandês, é impossível progredir sem mudanças, ou seja, o Brasil precisa investir em novas politicas que organize a situação financeira do consumidor.
Em segunda instância, faz-se mister, ainda, salientar às necessidades financeiras como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da ‘’modernidade líquida’’ vivida no século XXI. Diante de tal cenário, estratégicas que promova o hábito de empreendedorismo é importante para o avanço da sociedade. Segundo o filósofo Friedrich Hegel, o Estado deve proteger seus ‘’filhos’’. Portanto, precisa interferir nas relações sociais que prejudicam na evolução do indivíduo. Acerca dessa lógica, é notório que tal cenário não deve persistir e ações rápidas são essências.
Infere-se, portanto, que ainda, há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Outrossim, conforme a frase do filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Desse modo, cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Educação, principal regência que ergue esse setor, promover acesso à educação financeira, desde a infância, despertando a curiosidade e o interesse pelo empreendedorismo. Ainda, cabe à mídia o papel de promover campanhas e debates em horários nobres, fomentando a importância da situação regular, ou seja, sem restrição no sistema financeiro. Assim, será possível evitar esse conflito de cunho social e finalmente o Estado poderá proteger os seus filhos como propôs Hegel, para que às pessoas possam viver de forma justa e igualitária.