A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 09/10/2019

Em meados do século XVI, a Europa passou por grandes transformações políticas, econômicas e o surgimento das cidades, sendo necessário estratégias de mercado para o bom desenvolvimento. Fora desse contexto histórico, no Brasil, a consciência e sabedoria para administrar as finanças entre os brasileiros é precária, o que ocasiona em crises no poder de compra. Dessa forma, o endividamento é inevitável e precisa-se discutir as causas, consequências e solução.

Em primeiro lugar, destaca-se a ausência de uma educação financeira nas escolas. Acerca disso, pode-se mencionar o exemplo de Atenas, que usufruía dos recursos da Liga de Delos sem a preocupação com os enormes gastos, em sua maioria desnecessários, cujo intuito era arquitetônico estético, por consequência, houve uma grande crise que prejudicou muitos cidadãos atenienses. Desse modo, fica evidente a necessidade de educar financeiramente a população brasileira para que todos tenham os direitos básicos assegurados pela Constituição de 1988, na qual versa o direito de consumo.

Ademais, os profissionais capacitados para atuar no ensino sobre planejamento, gerenciamento e orçamentário é pouco acessível na sociedade carente. Nessa lógica, um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que mais de 50% dos jovens brasileiros de 15 anos não tem conhecimentos básicos sobre gerenciar o próprio dinheiro. Assim, ao chegarem na vida adulta enfrentam diversos problemas econômicos.

Urgem, portanto, ações acerca da problemática contemporânea. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação e Cultura (MEC) inserir na grade curricular de alunos do ensino fundamental e médio a disciplina cujo intuito seja educar o indivíduo financeiramente, de modo a prepará-lo para o mercado, por meio da contratação de profissionais aptos a levar tais conhecimentos, sendo preciso uma seleção por provas. Por fim, o desenvolvimento do Brasil seria apenas consequência.