A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/10/2019

O capitalismo e a sociedade do consumo situam-se em uma perspectiva econômica que vem apresentando sinais de esgotamento. Nesse sentido, quando a população não é educada financeiramente, está suscetível a acumular dívidas extensas, além de não conseguir realizar investimentos e estar despreparada para gastos inesperados.

Em primeira análise, o planejamento orçamentário é de fundamental importância na vida das pessoas. Dessa forma, o cidadão sabe quais são suas despesas mensais e qual o limite de gastos. Por consequência, nesse cenário, as famílias conseguem fazer investimentos que podem proporcionar uma renda extra, além de estarem preparadas para custos imprevisíveis como consultas médicas, multas de trânsito, eventos, os quais raramente estão inclusos no orçamento.

Ademais, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, em 2016, quase 60% das famílias brasileiras estavam endividadas. Isso é propiciado, principalmente, pelo consumismo exacerbado, haja vista que, as pessoas acabam gastando mais do que possuem por acreditar na falsa solução do parcelamento das compras, por exemplo. Desse modo, é perceptível que quanto mais o ser humano recebe, mais gasta, e isso cria um círculo vicioso no qual é difícil sair se não houver uma boa educação financeira.

Em suma, a instrução monetária tem uma grande importância na vida do cidadão e o afasta de inúmeros problemas. Portanto, cabe à escola desenvolver uma matéria voltada para a educação financeira, por meio de aulas semanais, com teoria e prática, a fim de incentivar a criança a ter contato com essa realidade desde cedo e aprender a gerenciar seus gastos futuros. Além disso, os pais podem oferecer uma mesada aos filhos e estimulá-los a administrá-la ao longo do mês, para que o aprendizado escolar seja ainda mais eficaz.