A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 01/11/2019
“O homem é um produto do meio”. Segundo o filósofo iluminista Russeau, o meio social em que o homem está inserido expressa tamanha importância de modo que determina a própria constituição pessoal do indivíduo, e por consequência, impacta suas ações e decisões a serem tomadas. À vista disso, as más escolhas financeiras do cidadão brasileiro devido a falta da educação financeira no país, apresenta-se como uma das principais causas da atual crise econômica. Portanto, é fundamental analisar as causas e consequências que fazem dessa problemática uma realidade na atualidade.
Em primeiro plano, é factual que a negligência acometida por décadas pelo Governo Federal, frente a Educação Financeira como disciplina obrigatória do BNCC (Base Nacional Comum Curricular), apresenta-se como um dos principais propulsores da delicada situação econômica do país. Para ilustrar, de acordo com o Banco Nacional, 62 milhões de brasileiros encontraram-se com crédito negativado no SPC (Sistema de Proteção ao Crédito), sendo a maioria jovens dentre 18 e 24 anos. Por suposto, o fetichismo de mercado descrito por Karl Marx, onde o produto passa a ter seu valor de status social em detrimento do real, é a razão complementar a esse fator. Dessa forma, o imediatismo pelo consumo trivial corrói a realidade da necessidade por investimentos a longo prazo, que fomentam o conforto e seguridade financeira do indivíduo, tal como o bem-estar social.
Não obstante, como dito por Karl Mannheim, “O que se faz hoje com as crianças é o que elas farão no futuro com a sociedade”. Sob esse viés, é imprescindível explorar a capacidade criativa dos indivíduos durante a menoridade, objetivando o progresso econômico do país. Conquanto, devido a desinformação e o conservadorismo tradicional familiar, onde apenas os adultos são conscientes das finanças da casa, as crianças não tem seu potencial inventivo e de fácil aprendizagem incentivado, no que tange ao manejo financeiro, o que na maioria dos casos, perpetua-se durante a vida madura. De tal forma, faz-se mister a reformulação dessa postura familiar frente a educação financeira dos infantes.
Destarte, com o intuito de amenizar os impactos dessa problemática, é necessária a aplicação de determinadas políticas públicas. Assim sendo, é dever do Ministério da Educação implementar a Educação Financeira obrigatória no Brasil, através da efetivação prática da matéria nas escolas, assim como o oferecimento de cursos gratuitos para jovens em tais. É também dever do mesmo Ministério, propagar companhas de conscientização sobre a educação financeira familiar através da mídia. Apenas então, as próximas gerações terão melhores comportamentos financeiros, bem como liderarão o Brasil rumo a uma nova era de crescimento econômico. Em síntese, o homem que será o produto de um meio financeiramente educativo, por vez, tornar-se-á o formador de um meio próspero economicamente.