A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 08/10/2019
Durante o período contemporâneo, vários processos de industrialização foram realizados e houve o surgimento de um mercado consumidor crescente decorrente de todas as revoluções do meio de produção no mundo. Perante a essas condições, o artifício do crédito à população foi implementado e a facilitação de compra movimentou o mercado industrial e financeiro. Porém, a educação financeira para usuários foi deixada em segundo plano e a falta de disciplina do cidadão trouxe problemas como o aumento do número de negativados.
Em primeiro lugar, a falta da educação financeira durante a infância e adolescência pode ocasionar em adultos inconsequentes e com risco de inadimplência. Segundo um estudo de 2015 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostra que mais da metade dos adolescentes de 15 anos não têm conhecimentos básico sobre como lidar com o dinheiro no cotidiano. Em todos os em 15 países analisados o Brasil fica em último lugar.
Ademais, a consciência financeira revela-se importante diante à situação atual do Brasil, segundo uma pesquisa feita pela SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), 62,2 milhões de brasileiros fecharam o ano de 2018 com o nome sujo. Em uma sociedade em que a supervalorização da ostentação e os bens materiais definem o meio social, a compra inconsciente é extremamente presente na população brasileira por consequência há o endividamento de cerca de 1/3 da massa brasileira.
Portanto, é mister que o Estado tome providência para superar o impasse. Cabe ao MEC (Ministério da Educação e Cultura) certifique que a educação financeira seja implementada na grade curricular do Ensino Fundamental e situações reais e importantes sejam trabalhadas na classe. Concomitantemente, o ME (Ministério da Economia) deve executar planos de divulgação para a educação dos adultos por meio de cursos online gratuitos e folhetins informativos. Só assim, a consciência financeira será estabelecida em uma sociedade onde o consumo de bens é onipresente.