A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 22/10/2019
Dinheiro. Para uns problema, outros, solução. Essa situação, tratada por muitos como uma dicotomia, tange a vida de muitos brasileiros. Dessa forma, indivíduos que se destacam por seu empreendedorismo ligado ao sucesso financeiro, são diversas vezes mitificados por indivíduos que desconhecem preceitos da economia. Assim, uma população perenemente endividada evidencia a escassa educação econômica sustentada por esteriótipos consumistas do sistema capitalista.
Primeiramente, economizar não significa deixar de gastar, e sim, consumir com consciência. Embora haja educação financeira no lecionamento escolar, o ensino é insuficiente para fornecer ferramentas que auxiliem os indivíduos em futuras decisões econômicas. Tal fragilidade, perpetua maus hábitos e a falta de planejamento que acarreta, frequentemente, consumidores endividados. Prova disso, são os CPF’s negativados de 41% dos adultos brasileiros considerados inadimplentes, segundo dados do SPC (Sistema de Proteção ao Crédito).
Concomitantemente, os hábitos culturais capitalistas alimentam esteriótipos de consumo e gastos compulsivos, estimulados por empresas que liberam créditos mesmo aos negativados. Ademais, empréstimos a prestações e juros altos são cobrados sem que o consumidor perceba o ciclo vicioso gerado por tal decisão, instigado por um falso poder de compra manipulado pelo comércio. Corrobora-se, com isso, a ilusória liberdade de escolha meio a Indústria Cultural, abordada pela Escola de Frankfurt, que descarrega padrões consumistas no indivíduo.
Portanto, para minimizar os problemas econômicos do brasileiro, é importante que o Ministério da Educação aprimore a educação financeira nas escolas para que a problemática seja tratada em sua raiz. Para isso, mudanças na grade curricular, a realização de palestras, seminários periódicos que reforcem a discussão da importância do autocontrole financeiro devem ocorrer. Assim, o cidadão mais ciente de suas peculiaridades financeiras, terá decisões economicamente mais seguras.