A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 21/10/2019
“Guerra improvável, paz impossível”, Raymond Aron disse e resumiu a Guerra Fria. Porém, em um contexto sócio-histórico onde educação financeira nunca esteve presente na diretriz curricular nacional e consumismo ganhou cada vez mais espaço na última década, é claro que o sociólogo francês resumiu também a questão da importância da educação financeira. Isso, entretanto, faz a sociedade refletir sobre as mudanças de suas reais necessidades no Brasil atual.
Com base em pesquisas do Ministério da Economia, o Brasil é um país de endividados, tendo cerca de 63% das famílias brasileiras devendo. Assim, esse endividamento em massa torna-se maior e crescente em paralelo ao aumento dos índices de desemprego, sendo esse um dos principais fatores para o seu crescimento no momento.
Nessa perspectiva, a mesma pesquisa já comprovou que a geração atual tem dificuldades em lidar com que quer e com que precisa, essa sendo facilmente manipulada pelas campanhas de publicidade que visam o aumento do consumismo. Por conseguinte, a sociedade torna-se vítima de um sistema que nunca deixa o consumidor satisfeito, mas sempre buscando pelo novo diferencial que nunca para de chegar.
Dessa forma, Raymond Aron não errou em dizer que a paz é impossível, já que, embora a globalização tenha permitido o maior acesso a bens materiais, a mesma também prejudicou sociedades sem ensino financeiro. É preciso, portanto, que a escola, como formadora de cidadãos, aliada aos pais, mobilize-se em criar uma rede de assistência e ensino financeiro por meio das redes sociais e debates no ambiente estudantil para que a próxima geração não seja também endividada. Ademais, as mídias de massa devem fazer bom uso do seu espaço de entretenimento para abordar as consequências da falta de educação financeira na atual sociedade. A partir disso, o país conseguirá deter o número crescente de famílias endividadas.