A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/10/2019

A educação financeira, no Brasil, é atrasada em relação a outros países. Desse modo, muitas crianças crescem com pouco ou nenhum treinamento sobre como cuidar da sua economia pessoal. Logo, é necessário explorar as causas que levaram a negligência dessa matéria nas escolas e suas consequências na atualidade.

A grade escolar estabelecida pelo MEC, nos últimos anos, não inclui educação financeira entre as matérias obrigatórias. Isso decorre, principalmente, pelo foco das escolas hoje ser de ensinos técnicos e gerais sobre matérias básicas e necessárias para o ensino superior. Além disso, assuntos mais práticos do dia-a-dia são deixados para que se aprendam no meio familiar, assim como religião e sexo. No livro ‘‘Vidas Secas’’ de Graciliano Ramos, o patriarca da família principal é enganado por um fazendeiro, já que Fabiano não tinha conhecimento dos números, de juros ou qualquer conhecimento prático de economia . Esse cenário perpetua até o século XXI, no qual muitas pessoas acumulam dívidas ao longo da vida. Logo, é necessário resolver esse impasse.

Por consequência, muitos brasileiros manejam o dinheiro de modo ineficiente. Prova disso são mais de 60% de famílias endividadas em 2019, de acordo com a PEIC. Em resumo, a falta de conhecimento acerca de investimentos e resguarda de dinheiro geram a continuidade da desigualdade social exorbitante no Brasil, o que afeta não apenas o meio econômico, mas as perspectivas de melhoria de vida no total. Percebe-se que o governo deve buscar meios de inserir educação financeira o mais rápido possível.

Em suma, o governo federal, em conjunto com o MEC, deve inserir educação financeira na grade curricular obrigatória, por meio de projetos graduais que insiram partes desse tema em matérias como matemática e geografia. Assim, todos os estudantes brasileiros terão noções básicas sobre economia e, desse modo, será possível contornar esse problema.