A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 19/10/2019

A importância acerca de fundamentos básicos voltados a esfera financeira foram amplamente difundidos - na Inglaterra, nos EUA e na Alemanha - pelo sociólogo Weber, sendo fundamentado na ética protestante, que menciona que a salvação divina está relacionada com a habilidade individual em prosperar economicamente. No entanto, percebe-se uma visão paradoxa da religião adotada, que culminaram com a inobservância do setor público em garantir ferramentas de instruções relacionadas à aquisição de conhecimentos, ligados aos aspectos financeiros. Dessa forma, cabe analisar o perfil de inadimplência no Brasil, além de identificar causas que reverberam na persistência dessa grave situação.

Primeiramente, observa-se um prevalente e significativo descompasse entre receitas e despesas de expressiva parcela da sociedade. Prova disso encontra-se nos dados disponibilizados pelo Serviço de Proteção ao Consumidor, que menciona a negativação de 41% da população adulta, no ano de 2018. Logo, pode-se inferir que a ausência de planejamento financeiro impacta, de forma desfavorável, na vida dos cidadãos, no âmbito pessoal e social. Assim, pode-se refletir em doenças psicossomáticas de distintos graus, até instabilidade e inaptidão em garantir as condições mínimas de subsistências, tais como alimentação, moradia e educação.

Por conseguinte, convém problematizar a omissão por parte do governo e da população em investir em reformas de cunho educacional e ideológica, para minimizar esse cenário e garantir um gerenciamento de finanças de modo sustentável e duradouro. Logo, tal visão pode dialogar com o pensamente de Paulo Freire nesta citação: " Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda". Nesse contexto,  ratifica-se o papel da inserção de conhecimentos, associada a criação de estratégias eficientes para assimilação do conteúdos práticos voltados a essa temática.

Fica claro, portanto, a necessidade de combater esse empasse preocupante. Para isso, o Ministério da Educação deve capacitar os docentes da rede pública de ensino, das disciplinas de matemática e ciências humanas, através da especialização de educação financeira, em turnos noturnos com encontros presenciais e quinzenais, no intuito de qualificar o corpo docente. Em adição, o poder legislativo deve aprovar a implantação dessa temática na grade curricular dos discentes - nas disciplinas supracitadas - a partir do nível fundamental e com didáticas diferentes e interativas, conforme faixa etária. Dessa maneira, a formação precoce e sólida desse assunto tão vital pode reverter positivamente o quadro atual.