A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 07/10/2019

Com a Primeira Revolução Industrial no século XVIII, o mercado de acúmulo de capitais se consolidou como modelo econômico. Entretanto, a valor do ensino financeiro na sociedade ainda é negligenciado. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o impacto do domínio oligárquico histórico no Brasil, bem como a lucratividade da desinformação. Dessa forma, medidas atitudinais e estruturais são necessárias, com vistas à compreensão da importância da educação monetária.

Em primeira análise, é imprescindível a revisão das consequências da manutenção do poder aquisitivo nas mãos de poucos. Segundo Karl Marx, o materialismo histórico pode ser compreendido no condicionamento social causado pelo modo de produção vigente. Sob tal ótica, os oligopolistas mantém a população longe do entendimento das políticas econômicas a fim de se perpetuar no poderio, o que pode ser averiguado pela lenta abertura de Corretoras de Investimentos e a promoção tardia de conteúdo educativo financeiro para as massas.

Por outro lado, o benefício da desinformação deve ser observado, com senso analítico e crítico, para melhor entendimento dos laços dominantes. De acordo com Voltaire, o governo deve se organizar de uma maneira que suas diferentes divisões se regulem, posto que a concentração de capital é maior a medida que o desequilíbrio entre as entidades sobrepujantes aumenta. Portanto, os erros das massas desinformadas geram lucros extenuantes aos grandes empresários e bancos, sendo comprovável pela recente incriminação do magnata Eike Batista, pelo uso de conhecimento privilegiado, para manipulação mercantil em benefício próprio.

Desse modo, é imperioso que escolas e universidades, se mobilizem frente a perpetuação da velha soberania, por meio de palestras, cursos e organização de oficinas inclusivas, com a finalidade de desmantelar a elite, que banaliza o conhecimento acessível. Concomitantemente, o Ministério da Fazenda, deve promover políticas públicas baseadas no bem-estar do povo, como maior fiscalização de insiding empresarial, manipulação de notícias mercantilizadas e formação de cartéis, por intermédio de posicionamento estratégico e político dos eleitos efetivos, visando a diminuição da força desinformante imposta sobre os cidadãos. Somente assim, com melhorias basais, haverá mais honesta manutenção do capitalismo, não só pelas elites, mas também pela massa, e será possível conceber uma sociedade mais justa e igualitária.