A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 07/10/2019
Em sua obra “Vidas Secas”, o autor alagoano Graciliano Ramos narra um evento que Fabiano, protagonista do livro, é enganado por seu patrão por não saber manipular ou contar seu próprio dinheiro. Fora das páginas, é fato que a educação financeira também é necessária a fim de dirimir possíveis entraves que o mundo capitalista possa fornecer. Desse modo, o planejamento econômico-familiar somado a uma boa conduta perante a manipulação da moeda são mister em uma sociedade capitalista bem desenvolvida.
A princípio, reconhece-se como a pré-existência de planejamento financeiro é capaz de dirimir possíveis problemas no futuro dos indivíduos. Acerca disso, rememora-se o discurso do cientista Thomas Edison, que disserta que o planejamento prévio é o assentamento de qualquer possibilidade de sucesso. Logo, a antecipação de possíveis gastos bem como o controle da criação de dívidas, de maneira antecipada, é imprescindível para que qualquer família alcance êxito na realização de seus sonhos com o dinheiro disponível em suas contas.
Além disso, é ponto pacífico inferir que a concepção correta acerca de possíveis falcatruas financeiras é necessária para que os indivíduos não sejam alvos de estelionatários. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o ser humano em sua essência é mal, e geralmente tenta utilizar de suas habilidades para provocar danos de diversas naturezas em outros seres humanos. Portanto, o conhecimento prévio de como manipular, guardar e até mesmo de como fazer transações financeiras sem riscos são mister para evitar que máxima de Hobbes vigore assim como em “Vidas Secas".
Destarte, torna-se inelutável salientar que a busca pela educação financeira é fator sine qua non na vida de um indivíduo em uma sociedade capitalista. Para tanto, a priori, é basilar que o Ministério da Educação – em parceria com o Ministério da Economia - crie aulas de Educação Financeira dentro da disciplina de Matemática nas escolas de nível fundamental. Essa ação poderia ser tomada por meio de jogos que ensinassem o uso correto dos recursos obtidos por cada criança e os possíveis entraves que poderiam ocorrer com seu uso inadequado. Dessa maneira, é passível de concepção um mundo no qual as crianças, desde sua socialização primária, já priorizem a educação financeira para evitar que sejam Fabianos enganados em seu futuro.