A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 07/10/2019
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), assegura a todo cidadão o direito ao bem-estar físico, psíquico e social. No entanto, a falha em negligenciar a importância da educação na vida do cidadão brasileira impede que grande parte da população desfrute desse direito na prática, pois o estresse causado pelas dívidas abala o psicológico dos indivíduos. A respeito disso, torna-se evidente a indiferença do governo em função das pessoas endividas, bem como a manutenção de uma economia problemática no Brasil. Desse modo, faz-se necessária a ação do Estado, a fim de discutir e solucionar essa problemática.
Em primeira análise, cabe pontuar que as Revoluções Industriais foram um marco histórico para ascensão do capitalismo e da industria de propaganda. Com isso, o consumo da população aumentou, o qual evoluiu para o consumismo, esse, é um dos principais fatores associados ao acumulo de dívidas, porque as pessoas compram mais do que recebem. Prova disso, cerca de 62% das famílias estão endividadas, conforme o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Nesse sentido, é notório o descuido do governo em incentivar e implementar medidas para a educação financeira. Desse forma, urge a necessidade de ações interventivas para que todos desfrutem de seus direitos de bem-estar.
Outrossim, é válido salientar que além da falta de incentivo por parte do governo em implementar a educação financeira para os cidadãos, as despesas não quitadas acabam por trancar a economia brasileira. Visto que, com o não pagamento das contas os sujeitos ficam com o crédito negativado, logo, os juros sobem cada vez mais e torna-se quase impossível quitar as dívidas, o que impede o sujeito de aplicar o dinheiro no comércio, para assim girar a economia. Esse fato, é retratado no documentário Capitalismo: uma história de amor, onde o capitalismo, aliado ao consumismo corrompem os ideais de liberdade de uma sociedade, e essas pessoas ficam presas ao consumo exacerbado, sem mensurar os gastos se alienam ao dinheiro e o sistema. Em suma, sem a cooperação dos órgãos responsáveis, novas crises econômicas ocorrerão.
Portanto, tendo em vista os dados apresentados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter essa situação. Isso posto, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e Capitais, em conjunto com o Ministério da educação, devem promover cursos sobre educação financeira para alunos do último ano do Ensino Médio, com o objetivo de instruir os jovens cidadãos sobre a importância de gerenciar o dinheiro adequadamente. Esses cursos, serão ministrados por profissionais na área da educação financeira, os quais serão indicados pelos órgãos responsáveis vigentes. Só então, todos irão assegurar o direito do bem-estar psíquico-social.