A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 08/10/2019
Tsunade, uma personagem ilustrada na produção japonesa “Naruto”, não possui noções básicas acerca de finanças, e isso, obviamente, a faz viver constantemente endividada. Diante disso, ao analisar o tecido social brasileiro, nota-se que os fatos descritos anteriormente não são exclusividade do espectro ficcional. Com isso, é necessário que medidas sejam postas em ação, para que a educação financeira torne-se relevante na vida dos cidadãos, uma vez que a inobservância governamental e o silêncio midiático contribuem com sua ofuscação.
Em primeiro análise, cabe pontuar que a inação do Estado é um dos fatores que contribui com a fortificação das barreiras que impedem diversos indivíduos de atingirem determinada estabilidade financeira. Segundo Apparício Fernando -denominado Barão de Itararé- “O mal do Governo não é a falta de persistência, mas a persistência na falta”. Sobre essa ótica, é possível afirmar que a carência de iniciativas de desenvolvimento educacional no que tange à educação financeira pode gerar endividamentos em cadeia. Tal afirmação pode ser atestada a partir de um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito, que diz que cerca de 62,6 milhões de brasileiros concluíram o ano de 2018 com o CPF negativado.
Além disso, outro fator a salientar é a abstenção midiática no que diz respeito à criação de campanhas que consigam transmitir a importância da educação financeira na vida das pessoas. De acordo com o jornal escolar do Mangá “Saike Kusuo”, o importante é disseminar tabloides compostos por artigos que resultam na ascensão do número de leitores. Com isso, tal premissa narcisista consegue lesar imensuravelmente os consumidores, pois a imprensa da escola não publica pontos que verdadeiramente podem ser vinculados ao desenvolvimento dos alunos. Fora da ficção, o silêncio deliberado da mídia é igualmente nocivo, visto que a não disseminação de artigos que apontam que a educação financeira é de extrema importância pode afetar negativamente o poder aquisitivo dos brasileiros.
Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas, de modo a neutralizar a problemática e restabelecer a ordem. Logo, o Governo Federal, mediante parcerias com empresas de comunicação, deve desenvolver programas semanais -apresentados por economistas- que consigam introduzir, com uma linguagem popular, assuntos que englobam o mundo das finanças. Nesse sentido, o fito de tal ação é fazer com que as pessoas percebam a importância da educação financeira e, desse modo, introduzem essa concepção em suas vidas. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois confirme Gabriel O Pensador “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.