A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 08/10/2019
Segundo o Intituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a média salarial brasileira é pouco mais de R$ 950,00, ou U$ 250,00. Esse valor, quando comparado à média norte americana - que é de mais de U$ 1500,00 - mostra o quão pequeno é o poder aquisitivo do brasileiro. Uma consequência direta disso é que, para alcançar nossas metas, temos que gerenciar nosso dinheiro de uma forma extremamente eficiente. Portanto, é importante a discussão das necessidades e dos benefícios da implantação da educação financeira na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 2 a cada 5 brasileiros têm seu nome negativado. Isso mostra que uma significante parcela da população não está preparada para lidar com crédito, e não se planeja antes de fazer as compras. Esse tipo de prática gera grandes despesas para os cofres públicos (que têm que arcar com a dívida do cidadão que não quita seus débitos) e poderia ser minimizada se noções básicas de finança fossem ensinadas nas escolas.
Além disso, para que um país creça no cenário mundial, é preciso que ele tenha empreendedores. Ademais, uma pesquisa realizada pelo Banco Central mostra que, pessoas que recebem educação financeira na infância, têm até o dobro de chance de se tornar um investidor quando adulto. Portanto, fica evidente que, para impulsionar o Brasil, e colocá-lo no topo dos rankings mundiais, precisamos formar investidores desde a base.
Em vista do que foi exposto, e com o fito de propor possíveis modos de implantação de temas financeiros no BNCC, devem ser implementadas aulas sobre crédito, que ensinem os alunos como funciona o crédito e os juros e como criar planejamentos familiares com base nisso. Devem também ser implementadas aulas sobre empreendedorismo, utilizando parcerias com empresas, que doam um montante para os estudantes, cujo objetivo é investir esse dinheiro para tentar gerar lucros. Essas empresas poderiam ser incentivadas, por exemplo, com a isenção de impostos em quantias iguais às doadas por elas mais um acréscimo de 10%.