A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 06/10/2019
Educação financeira: autocontrole e direcionamento consciente de gastos
Em países como o Brasil, em que mais da metade da população tem baixo poder aquisitivo, a imagem do consumo é constantemente atrelada ao prestígio social. Possuir poder de compra para obter os aparelhos eletrônicos e automobilísticos modernos e luxuosos, tais como celulares, computadores, carros, motos, entre outros, é sinônimo de uma vida bem sucedida. Entretanto, essa ideologia que incentiva o consumismo desenfreado afeta negativante a percepção da população em relação aos bens que são indispensáveis e os que são dispensáveis, causando desequilíbrio na vida financeira dos cidadãos.
Empresas que sempre investiram em peças publicitárias por seu alto poder de persuasão, atualmente encontraram nas redes sociais e nos denominados “digital influencers” - pessoas que trabalham com suas imagens e fazem propagandas para marcas entre outras atividades - uma forma de atrair novos consumidores, que expressam o desejo de fazer parte de uma comunidade. Entretanto, esses gastos, diversas vezes supérfluos, apresentam uma recompensa emocional momentânea, logo sendo necessário comprar novamente, e dívidas duradouras, que se acumulam e se tornam mais difíceis de serem pagas.
Outro ponto a ser analisado é que, com a crise financeira dos últimos anos, o número de desempregados no país é alarmante - de acordo com o canal de televisão Globo News, no segundo semestre de 2019, são cerca de 12,5 milhões de brasileiros desempregados. Esse fato implica que inúmeras famílias nem ao menos conseguem quitar as contas básicas mensais (água, energia, gás, alimentação, cartão de crédito, entre outras), tendo seus nomes levados a órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa.
A partir do que fora exposto, medidas são necessárias para resolver o impasse do incentivo ao consumo desenfreado no Brasil, que leva milhares de brasileiros a terem problemas financeiros graves. Para tanto, sugere-se que o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Fazenda, criem um projeto que ensine a população a ser financeiramente responsável. Aulas de educação econômica poderiam ser criadas e aplicadas como parte obrigatória da grade curricular de escolas, cursos técnicos e universidades, atingindo uma importante parcela da população. Além disso, essas mesmas lições poderiam ser disponibilizadas em um site do governo para que os demais brasileiros pudessem acessá-lo. Isso diminuiria os danos causados pela má informação e consumo excessivo.