A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 06/10/2019

Como uma folha em branco

As dívidas financeiras fazem-se presentes desde o retorno da família real para Portugal, que deixou no território brasileiro seus débitos milionários com a Inglaterra. Essa questão é uma realidade no Brasil, o qual sofre, até os dias de hoje, por causa de uma cultura econômica extremamente ignorante, fomentada pela falta da educação financeira na esfera familiar e escolar. Dessa maneira, analisar os malefícios dessa escassez de ensino é medida que se impõe na atualidade.

Precipuamente, convém expor que o homem, como proferido pelo filósofo Immanuel Kant, é aquilo que a educação faz dele. Se 40% dos brasileiros, conforme a SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), encontram-se endividados, é sinal de que as instruções financeiras são insuficientes, uma vez que essa condição é simplesmente o reflexo da falta de ensino. Além disso, tal situação é agravada na atual era capitalista, em que o consumo exacerbado é exercido diariamente na rotina de muitos cidadãos, inclusive dos que possuem dívidas. Para ilustrar o fato, pode-se citar o livro “Crime e Castigo”, de Fiódor Dostoiévski, o qual expõe uma família substancialmente desafortunada, que gastava o pouco dinheiro que tinha com diversas banalidades, o que é cotidianamente reproduzido entre os brasileiros.

Ademais, segundo o sociólogo John Locke, o ser humano nasce como se fosse uma folha em branco. Com esse pensamento, entende-se que o meio constrói a personalidade do indivíduo com o passar do tempo, o que implica diretamente em suas ações e virtudes. Dessa forma, compreende-se a crucialidade dos ensinamentos financeiros ofertados pelas instituições de ensino aos mais jovens, os quais, além de frequentarem o ambiente escolar, estão em pleno processo de aprendizagem, isto é, como uma folha em branco. Para mais, uma pesquisa realizada pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico, OCDE, aponta que a maioria dos jovens brasileiros não sabem lidar com dinheiro, o que fomenta a urgente necessidade de que os ensinamentos econômicos sejam desempenhados na esfera escolar.

Dado o exposto, portanto, é indispensável que os cidadãos sejam devidamente orientados no que se refere à economia. Com esse objetivo, é ideal que o Governo disponibilize, em consorte às emissoras de TV (como a Globo e SBT), programações educativas que estimulem os telespectadores a manipular corretamente seus créditos monetários. Somado a isso, o Ministério da Educação deve envolver a Escola com o supracitado assunto, mediante inclusão do ensino de finanças à grade curricular nacional, com o fito de garantir que os mais jovens tornem-se adultos conscientes no quesito econômico. Dessa maneira, possibilitar-se-á que a educação financeira seja contemplada no Brasil.