A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 05/10/2019

Educação financeira pode ser compreendida como a aptidão em gerenciar as receitas e as despesas no âmbito individual e coletivo. No entanto, infere-se que a inobservância na implantação formal desse tipo de ensino por parte do Estado, pode repercutir negativamente na qualidade de vida dos cidadãos. Assim, convém analisar o perfil financeiro dos brasileiros, bem como abordar a importância da inserção de práticas afirmativas para o crescimento econômico e social do país.

Primeiramente, identifica-se como um entrave estrutural a persistência da inadimplência em cerca de 41% da população adulta do país em 2018, conforme dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), que corrobora diretamente com a tímida ação das instituições do Governo e da família. Diante desse cenário, é preciso ratificar a fragilidade da economia do Brasil, associada à inabilidade de grande parcela da população no planejamento a curto e a longo prazo da vida econômica. Logo, a falta de educação financeira reverbera para constituição desse panorama.

Por conseguinte, é preciso romper a cultura do consumo desenfreado, estimulado pelo sistema capitalista após Guerra Fria, e introduzir de modo consciente a fragmentação da salário mensal,  com gastos fixos e reserva  pré-determinada para imprevistos e poupança. Porém, para efetivar essa mudança de mentalidade, tornar-se imprescindível modificar a base social, ou seja, introduzir o ensino formal de educação financeira  desde o ensino infantil. Dessa maneira, parafraseando o pensamento de Paulo Freire, na qual afirma que sem educação não há verdadeiras mudanças.

Fica claro, portanto, a necessidade de adotar práticas econômicas saudáveis. Para isso, o Ministério de Educação (MS) deve capacitar professores da rede pública, através de oficinas voltados para a educação financeira, em horários noturnos, com o intuito de preparar, a priori, os recursos humanos disponíveis. Em adição, o MS em parceria com  os Governos Estaduais, devem implementar a disciplina economia no ensino regular, para coibir esse cenário prevalente de inadimplência.