A importância da educação a distância no Brasil
Enviada em 09/01/2021
A Enciclopédia, criada pelos intelectuais D’Alembert e Diderot no período do Iluminismo, pretendia reunir todo o conhecimento produzido até o século XVIII e facilitar sua difusão no meio social. Após anos de avanços no que diz respeito à transmissão de conhecimentos, o objetivo iluminista recai, atualmente, nas práticas de educação a distância, cuja importância envolve a democratização do saber e as inovações do ensino no Brasil, sendo essencial o seu incentivo no cenário nacional.
Nesse contexto, a plataforma Youtube, reconhecida por abrigar vídeos de entretenimento, também é responsável pela veiculação gratuita de aulas ministradas pelos usuários acadêmicos. A partir disso, figuras como Débora Aladim, usuária graduanda em História, são fundamentais na democratização do conhecimento, sobretudo em momentos de crises financeiras e sociais, tais quais ocorridas durante a pandemia da Covid-19, na qual muitos alunos recorreram ao ensino online para continuarem estudando. No entanto, segundo levantamentos da pesquisa TIC Educação, em 2019, cerca de 40% dos estudantes da rede pública não tinham internet residencial, o que prejudica a viabilidade da aula virtual.
Ademais, de acordo com o filósofo Pierre Lévy na obra “Cibercultura”, a educação contemporânea deve ser aliada da tecnologia no processo de construção do conhecimento. Nesse sentido, quando as aulas presenciais foram cessadas no ano de 2020, a Escola foi induzida a adotar o ensino remoto como forma de manter a frequência de aulas, fato que motivou o contato dos professores com novos mecanismos didáticos e a inserção do ambiente virtual na inovação do ensino brasileiro. Todavia, conforme estudo realizado pelo órgão TIC Educação, 54% dos docentes não cursaram disciplinas específicas para o uso de internet com os alunos durante a graduação, o que implica desafios técnicos na instrução online.
Portanto, a educação a distância é de suma importância no Brasil, uma vez que democratiza o conhecimento e contribui para a modernização pedagógica. Para incentivá-la, cabe ao Ministério da Educação elaborar planos de distribuição mensal de chips com internet aos alunos da rede pública de ensino, por meio de levantamentos, realizados pelas Secretarias Estaduais, que identifiquem quantos estudantes necessitam do aparato em nível municipal, a fim de otimizar a entrega do aparelho e viabilizar o ensino remoto. Além disso, compete à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior incentivar a formação de docentes voltada às novas tecnologias educacionais e, assim, cumprir o ideal iluminista da transmissão de saberes.