A importância da educação a distância no Brasil
Enviada em 02/01/2021
A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 6º, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Apesar de novos meios, como o ensino à distância, serem criados a fim de universalizar esse direito social, temos problemas como - a falta de recursos financeiros e o analfabetismo digital - que impedem a universalização efetiva desse direito social. Portanto, é imprescindível o debate acerca desses aspectos, uma vez que uma parcela da sociedade segue excluida.
Em primeiro lugar, é necessário pontuar a exclusão da parcela mais pobre da sociedade, como consequência da baixa atuação do governo, no que concerne à criação de meios que coíbam sua recorrência. A impossibilidade de aderir planos de internet, por falta de capital, é uma evidência dessa omissão. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, porém, tal prerrogativa não tem se reverberado na prática. Desse modo, faz-se necessária uma reformulação do comportamento estatal.
Ademais, é imperativo apontar o analfabetismo digital como promotor do problema. Segundo pesquisas realizadas em 2018, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a internet não era utilizada em cerca de 20,9% dos domicílios brasileiros, onde 24,3% desses, era porque nenhum residente sabia usá-la. Isso retarda a resolução do empecilho, uma vez que contribui com a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas são essenciais para combater a problemática na sociedade brasileira. É imperioso que o Governo federal faça parceria com as grandes empresas de banda larga, a fim de garantir o fornecimento de pacotes gratuitos para estudantes em situação de vulnerabilidade social. A parceria com o Ministério da Educação, a fim de garantir à população o ensino básico do uso de tecnologias, seria outra forma de possibilitar que todos estejam aptos a usá-la. Desse modo, o ensino à distância contribuiria com a universalização do direito à educação no Brasil, e o Estado cumpriria corretamente o seu papel, como determina a Constituição.