A importância da educação a distância no Brasil

Enviada em 01/10/2020

A internet, principal advento da Revolução Técnico-Científico-Informacional, proporciona na atualidade a diminuição das barreiras existentes nas relações humanas, assim como otimiza o tempo gasto para realizar tarefas simples no cotidiano tão conturbado da pós-modernidade. Nesse contexto, essa ferramenta torna-se uma forte aliada no campo educacional, uma vez que facilita o acesso a um ensino de qualidade e de baixo-custo. Com isso, vale a pena analisar os fatores que impedem um funcionamento pleno dessa tecnologia e sua contribuição ao estilo de vida moderno.

É relevante, de início, fazer uma caracterização da estrutura educacional brasileira e evidenciar o quão importante é o investimento no ensino a distância (EaD). Ressalta-se que no país os cursos superiores e os campus universitários estão concentrados nos grandes e médios centros urbanos, o que obviamente dificulta o ingresso em graduações por aqueles que residem em lugares interioranos ou áreas rurais. Além da distância física, a desigualdade socioeconômica impede que diversos indivíduos consigam sustentar-se longe da família, devido ao alto custo de vida e aos impostos exorbitantes. Sob tal óptica, a EaD ganha forte notoriedade, diminuindo o abismo de desigualdade enfrentado e dando oportunidade de ascensão social à pessoas que não tem condições de pagar ou frequentar um curso inteiramente presencial.

Outrossim, o estilo de vida moderno já não segue padrões e define-se, principalmente, pela flexibilidade de horários, em que é possível escalar um cronograma de acordo com a produtividade. Nesse viés, o sociólogo polonês Zygmund Bauman classifica as sociedades modernas como imediatistas, logo, a aquisição de conhecimento segue, também, essa lógica. Decerto, a EaD deve ser progressivamente incorporada às universidades e ao ensino regular. Convém enaltecer que o MEC já aprova cargas horárias relevantes em relação ao tempo total de cursos presenciais, o que deve ser considerado como promissor no tocante ao futuro da integração entre tecnologia e educação.

Entende-se, portanto, que a educação a distância já é uma realidade e que políticas governamentais devem ser implementadas nesse cenário para garantir qualidade e funcionalidade. Destarte, o Ministério do Desenvolvimento Regional, em parceria com o MEC, deverá priorizar investimentos na compra de chips de acesso remoto à internet que serão distribuídos em regiões com maiores dificuldades socioeconômicas, como Norte e Nordeste. Como critério para distribuição, poderão avaliar quais famílias estão inseridas em programas sociais, como Bolsa Família. Desse modo, o acesso será facilitado e a cidadania será exercitada. Por fim, o MEC deverá realizar campanhas digitais, por redes sociais, enaltecendo a relação promissora entre EaD e a modernidade de Bauman.