A importância da educação a distância no Brasil
Enviada em 11/09/2019
Durante o século XIX, o Brasil vivia um período conhecido como Segundo Reinado. Simultaneamente, a nação ansiava por conhecimento e o acesso a educação era um benefício obtido por algumas famílias, que detinham grande poder econômico, de modo a restringir tal atividade. Felizmente, com o passar dos séculos, a educação foi ampliada e ganhou novas propostas e vertentes. Dentre elas, a Educação a Distância no Brasil (EaD), que possibilitou uma maior integração do estudo para um número singular de pessoas, antes ausentes do processo educacional, de modo a favorecer não só o indivíduo, como também, a nação no âmbito geral.
Em síntese, o estudo constrói pontes. Dessa forma, Hellen Kellez -escritora e ativista- entendia que, o resultado mais sublime da educação é a tolerância , visto que, proporciona uma visão de mundo mais ampla e construtiva, consoante as necessidades do meio social. Além disso, a crescente adequação do EaD oferece maiores oportunidades para estudantes de qualquer idade ou classe social, adquirirem conhecimento de uma maneira mais simples e acessível, já que o método proporciona uma certa flexibilidade nos horários e pode ser acessado residencialmente. Contudo, a educação a distância ainda representa um tabu para uma parte da população, que vislumbra um mesmo padrão de ensino presencial em decorrência de antigos costumes impostos por muitos, como um caminho a ser seguido.
Ademais, educar é o caminho para uma sociedade promissora. Dessa maneira, vale salientar a importância da manutenção e elaboração de mais propostas de ensino não presencial, ao passo que, com o decorrer dos anos, tal serviço se mostra cada vez mais elevado e usual. Efetivamente, entre os anos de 2003 e 2013, o número de estudantes que aderiram ao EaD chegou a 1,1 milhões, e em 2014 tal valor cresceu exponencialmente e atingiu a marca de 3,8 milhões, de acordo com o Ministério da Educação. Destaca-se também a crescente aceitação curricular de tal prática, que confere os direitos equivalentes a um curso presencial, de modo a aumentar ainda mais a sua popularidade.
Portanto, a educação a distância no Brasil, é produto de uma sociedade mais engajada no contexto educacional, que urge aprimoramentos,para que continue desempenhando um papel motivacional e agregador em todo o país. Para isso, são necessárias medidas que incentivem tais práticas. Desse modo, o Ministério da Educação deve promover um maior engajamento, para a utilização do ensino a distância, por meio de campanhas encorajadoras e conscientes, que devem contar com o apoio de professores e orientadores, a fim de esclarecer dúvidas e tabus a cerca do assunto e evidenciar os benefícios a longo e curto prazo que o ensino , mesmo não presencial, pode oferecer. Logo, com tais medidas espera-se que o veto a educação se mantenha apenas no século XIX, com o Segundo Reinado.