A importância da desburocratização do Brasil
Enviada em 01/10/2022
O importante sociólogo Max Weber criou a Teoria da Burocracia, que é fundamentada na adequação dos instrumentos estatais aos seus objetivos, a fim de garantir a máxima eficiência para a nação. Contudo, no Brasil não verifica-se essa vantagem, sendo imprescindível, então, discutir-se quanto à importância da desburocratização do país. Para isso, é necessário entender a herança colonial causadora desse retrocesso e o seu grave impacto negativo para os brasileiros.
Em primeiro lugar, não há como devidamente combater a burocracia sem antes compreender sua origem, em 1808. Com a chegada da Coroa Portuguesa, foi mandatório deslocar toda a logística da metrópole, que consistia em quase quinze mil pessoas (segundo o Guia do Estudante), entre nobres, agregados e funcionários, para serem realojados no Brasil. Assim, Dom João VI fundou cada vez mais postos de trabalho, resultando em cargos com pouca ou nenhuma função. Tal desserviço aparelhou o funcionamento público brasileiro exageradamente, “inflando” sua administração e distanciando os serviços daqueles que precisam, concebendo um Estado lento, prolixo e improdutivo.
Consequentemente, nos dias atuais, o desenvolvimento da pátria amada é prejudicado por essa prática. Consoante a revista Veja, 17% do PIB per capita do país é desperdiçado por culpa da burocracia, já que essa consome 48 bilhões de reais por ano. Ademais, uma pesquisa do Tribunal de Contas da União atestou que cerca de 5 milhões de leis foram emitidas desde a última Constituição, de 1988, totalizando uma média de 764 normas por dia. Tamanho excesso atrapalha o cotidiano desde as maiores empresas até o cidadão comum e, se o ditado popular “menos é mais” fosse aplicado, isso seria impedido.
Logo, é de suma importância que o Brasil invista na própria desburocratização, com o efeito de conquistar a máxima eficiência que visionou Max Weber. Para tanto, o Estado, responsável pelo bem-estar social, deve, por meio de incentivos fiscais, agilizar a criação de empresas, por exemplo. Além disso, a sociedade civil, principal vítima da burocracia, deve pressionar seus representantes no Poder Legislativo para racionalizar as normas redundantes, por meio de pacíficos protestos públicos.