A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira
Enviada em 04/11/2021
Em 1822, houve a independência do Brasil e a partir desse fenômeno surgiu um insipido sentimento de pátria e identidade nacional, o qual se aflorou na Guerra do Paraguai com a vitória brasileira que resultou na manifestação da nacionalidade, com bandeiras e hinos. Paradoxalmente, na sociedade hodierna, esse ideário não foi enraizado, haja vista, que os costumes o qual predominam no país são estrangeiros. Com efeito, o descaso governamental e o estigma de superioridade corroboram a falta de imrpotância da cultura popular e na valorização da história.
Diante desse cenário, é valido destacar que a carência de medidas públicas contribuem para a problemática. Indubitavelmente, de acordo com o poeta Leandro Flores, um povo sem arte e sem cultura é um povo que não existe. Desse modo, compreende-se que a parcela de recursos destinados pelo Estado à construção de teatros e museus não é o bastante para que as ferramentas culturais sejam exaltadas. Dessa maneira, as manifestações e projetos culturais se enfraquecem e são desconhecidos por um número elevado de pessoas. Por conseguinte, a medida que não haja prioridade do tema por parte dos governantes, fica suscetível o esquecimento das tradições, consequentemente a inexistência da nação, segundo o poeta.
Nesse sentido, é fundamental salientar que o desinteresse pela cultura nacional e a influência dos centros mundiais economicamente dominantes perpetuam os sentimentos de inferioridade e superioridade em relação as culturas vigentes. Sob esse viés, de acordo com o sociólogo Marshall McLuhan, no conceito Aldeia global, os meios de comunicação fariam com que o globo terrestre tivesse suas práticas desmazeladas. Dessa forma, por intermédio de um mundo globalizado os traços culturais originais de uma população acabam por ser considerados inferiores comparados aos traços que pertencem às superpotências. Assim, os princípios inseridos na integração econômica por parte da globalização contribuem para um desprezo da cultura nacional.
Torna-se evidente, portanto, que a negligência por parte do governo e o estigma da supremacia propiciam uma valorização da cultura incompleta e defeituosa. Nesse contexto, cabe a Secretaria de Cultura - responsável pela formação de políticas, programas e projetos de promoção da cidadania- junto a Mídia – meio de propagação de informação- promover a integração na vida dos sujeitos, por meio de propagandas televisionadas, ficção engajada e seminários com o efeito de valorizar o nacional. Nessa perspectiva, culturalidade brasileira será reconhecida e respeitada.